Ainda antes dos EUA e mesmo da União Europeia, o Reino Unido acabou de aprovar, esta quarta-feira, a vacina da Pfizer contra a Covid-19. São, para já, 800 mil doses que vão chegar ao país e que deverão começar a ser administradas já a partir da próxima semana num plano de vacinação em massa que já está preparado e só precisa ser aplicado.

A prioridade será dada aos profissionais de saúde e aos utentes e funcionários dos lares de idosos. Em declarações à Sky News, o secretário de estado da Saúde britânico admitiu que apesar de se saber que esta vacina nos protege de adoecer com a Covid-19, “ainda não se sabe o quanto esta impede a sua transmissão até que seja disponibilizada amplamente”, prometendo que isso é algo que será monitorizado com muito cuidado pelas autoridades de saúde britânicas. Matt Hancock foi um dos que já perdeu um familiar vítima do novo coronavírus.

Segundo o The Telegraph, o plano para implementar a vacinação está em marcha e ainda antes de se saber da aprovação, já havia vários passos dados.

  1. Com a ajuda das Forças Armadas, em duas semanas foram transformados dez locais em centros de vacinas, incluindo o hospital de Nightingale, o hipódromo Epsom e o estádio de futebol Ashton Gare.
  2. As primeiras vacinas, segundo este jornal, deverão começar a ser administradas já na segunda-feira numa grande unidade hospitalar de Londres: o Imperial College Healthcare Trust, que inclui cinco hospitais em Londres, que está a pensar vacinar o pessoal médico que trabalha na linha da frente ao longo de três dias, em clínicas que vão funcionar 13 horas por dia para isso. Já há voluntários contactados para comparecer às 7h naquele local para dar as vacinas.
  3. Todas as grandes cidades terão um centro de vacinação em massa, enquanto outros 1.000 pequenos locais serão estabelecidos pelo país. Farmácias e clínicas de saúde, bem como centros desportivos serão reaproveitados para o mesmo efeito.
  4. Como a vacina Pfizer-BioNTech não pode ser mudada de sítio mais do que quatro vezes e deve ser armazenada a temperaturas negativas, entre os -70º e os -80º, espera-se que muitas das primeiras doses sejam administradas a profissionais de saúde nas instalações do hospital.

A Medicines and Healthcare Products Regulatory Authority (MHRA) britânica, que após o Brexit irá passar a ter responsabilidades integrais sobre medicamentos no Reino Unido, acabou por ser o primeiro regulador internacional a aprovar uma das vacinas, mais rapidamente do que a Agência Europeia do Medicamento e a norte-americana Food & Drug Administration.

É um “momento histórico” na luta contra a Covid-19, afirmou o presidente da Pfizer, Albert Bourla, no comunicado citado pela imprensa britânica.

A vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelas parceiras Pfizer e BioNTech foi aprovada pelo Reino Unido, uma autorização emitida mais rapidamente do que nos EUA e na Europa. O país deverá arrancar com a vacinação das pessoas já na próxima semana, começando por aqueles mais expostos ao risco.

Segundo a imprensa britânica, a Pfizer indicou que nos próximos dias chegarão as primeiras doses ao Reino Unido, num total de 800 mil dos 40 milhões de doses comprados da vacina da farmacêutica norte-americana, desenvolvida em parceria com a alemã BioNTech.

O serviço nacional de saúde britânico (NHS) está pronto para começar com a vacinação da população já a partir da próxima semana, garantiu também o secretário de Estado para a Saúde do Reino Unido.