Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

A Universidade do Minho vai investigar uma ação de praxe onde um grupo de caloiros do curso de Biologia e Geologia aparecem com saias de palha e a pele pintada de negro — uma prática conhecida como “blackface”, que tem sido considerada racista por ridicularizar a comunidade negra.

O vídeo foi exibido na terça-feira durante a Latada, que este ano decorre virtualmente devido à pandemia. Já foi entretanto removido, depois de surgirem críticas de racismo.

O reitor da Universidade do Minho, Rui Vieira de Castro, assegurou, ao Jornal de Notícias, que vai averiguar “os contornos da iniciativa e os seus responsáveis” e proceder “de acordo com o previsto nos regulamentos disciplinares”. O responsável afirma que foi “com profundo desagrado e veemente condenação” que tomou conhecimento do vídeo.

A Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM) também condenou o vídeo. Em comunicado, a organização de estudantes lamenta o sucedido e afirma “o seu completo repúdio por todos e quaisquer comportamentos discriminatórios, que atentem contra os valores do respeito, igualdade e dignidade humana”. “Estas manifestações vêm realçar a necessidade do debate sobre este tema e a importância da não banalização de quaisquer atitudes discriminatórias”.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Nos últimos anos, pintar a cara de negro tem sido conotado como um ato racista. No ano passado, o primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, viu-se obrigado a pedir desculpas publicamente, depois de terem vindo a público fotografias suas onde aparecia, então com 29 anos, mascarado numa festa de final de ano de uma escola privada de Vancouver, onde ensinava. O tema da festa era as Mil e Uma Noites.

Trudeau pediu desculpa por ter escurecido a pele para baile de máscaras em 2001