Seja porque há menos gente fora de casa, por causa da pandemia, seja por estar imbuída do espírito natalício, a Bugatti pôs na rua o carro mais caro do mundo – uma “prenda” de 11 milhões, antes de impostos. Referimo-nos, naturalmente, ao La Voiture Noire, o carro (novo) mais caro de sempre, que nesta quadra se encontra em exibição na praça central de Molsheim, localidade onde o fabricante francês que pertence ao Grupo Volkswagen está sediado.
A iniciativa surpreende por duas razões. Primeiro, porque tradicionalmente a Bugatti opta pelo mercado de Natal de Estrasburgo para expor uma das suas criações. Segundo, porque não é nada habitual o “desapego” de colocar ao alcance de qualquer um, a mais recente criação one-off. E recorde-se que este exemplar único fez correr muita tinta, nomeadamente no que ao seu hipotético proprietário diz respeito. Cristiano Ronaldo foi um dos nomes apontados, mas a realidade é que o verdadeiro dono desta máquina ainda permanece incógnito.
Mistérios à parte, na ausência do tradicional mercado de Estrasburgo, que este ano não se realiza por causa da pandemia, a Bugatti decidiu dar uma prenda especial à sua terra-natal, que também está a sofrer com o impacto do coronavírus nos negócios locais. Para animar a quadra, em dias particularmente tristes para os comerciantes da vila que lutam para manter o negócio e os postos de trabalho, o construtor de superdesportivos fez deslocar o La Voiture Noire para a artéria mais movimentada da vila e lá o deixou, à vista de qualquer um que passe na rua, mas não à mão, pois o bólide está protegido por uma redoma de vidro, qual miniatura. Só que de pequeno este Bugatti não tem nada, daí que também tenha direito a protecção própria. Enquanto os membros de uma equipa de segurança olham por ele, quem passa olha prolongadamente – afinal, não há como não dar nas vistas quando se trata do carro mais caro do mundo.
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La Voiture Noire foi apresentado no Salão de Genebra de 2019 como uma criação com base no Bugatti Chiron, especificamente desenhada para evocar o Type 57 SC Atlantic de Jean Bugatti e, assim, satisfazer o seu comprador, um assumido entusiasta “fascinado” pelo modelo que desapareceu na Segunda Guerra Mundial.
Este hiperdesportivo atinge 420 km/h de velocidade máxima, porque os pneus assim o limitam, depois de cumprir o sprint de 0 a 100 km/h num pestanejar de 2,4 segundos, cortesia do quadriturbo 8.0 W16 – uma autêntica obra de arte e de engenharia com 1500 cv de potência e 1600 Nm de binário. Relembre aqui a sua primeira aparição em público: