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A novela de Salah, a história de documentário de Mané e o filme do Liverpool – que viu o pior e o melhor da Premier

Mané furou dois autocarros do WBA em Anfield mas Liverpool não aguentou curto período em que os visitantes tentaram esticar jogo e deixou-se empatar, perdendo pela primeira vez pontos em casa (1-1).

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Oxlade-Chamberlain entrou na segunda parte para tentar segurar ou alargar a vantagem mas terminou cabisbaixo após empate do WBA

Oxlade-Chamberlain entrou na segunda parte para tentar segurar ou alargar a vantagem mas terminou cabisbaixo após empate do WBA

Firmino foi durante dois meses um protagonista principal com papel secundário depois da ascensão de Diogo Jota que surpreendeu os próprios responsáveis do Liverpool, incluindo Jürgen Klopp. Do nada, um dos trios ofensivos mais temidos do panorama europeu (ou mesmo o mais temido) sofria alterações, com o brasileiro a ser de forma quase inevitável o elo mais fraco que ocupava lugar na equipa apenas quando a aposta recaía num modelo 4x2x4 com apenas dois médios centro também face ao recuo de Fabinho para o eixo recuado para combater as muitas e graves lesões dos centrais. Com a lesão do português, o brasileiro, que estava em subida de produção ainda com Jota ao lado, recuperou a posição do costume e fez alguns golos importantes, incluindo aquele em cima do minuto 90 que valeu a vitória frente ao Tottenham de José Mourinho, em Anfield.

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É certo que a Premier League ainda não chegou a metade mas a liderança isolada da classificação deu outro pulmão ao Liverpool, que depois desse triunfo arrancado a ferros deslocou-se a Londres para atropelar o Crystal Palace por 7-0. Aquele golo e aquela vitória recolocaram o campeão inglês mais próximo do chip que valeu a quebra de 30 anos de jejum e começou a notar-se quase um alívio nas declarações públicas sobre a subida de rendimento da equipa após um início irregular, com uma goleada sofrida frente ao Aston Villa à mistura. No entanto, voltou a surgiu em Anfield uma nuvem negra que não passa pela primeira vez ali mas que parecia estar agora devidamente arrumada: a possibilidade de Mo Salah sair do clube. E foi isso que marcou os últimos dias do clube, antes de um penalizador empate caseiro frente ao WBA que mostrou que esta época não há margem para facilitar.

“Neste momento, o único motivo para deixar Liverpool é o clima. Que outro motivo poderia existir? Este é um dos melhores clubes do mundo, pagamos bem… Talvez não paguemos o máximo no mundo mas pagamos bem e temos um estádio sensacional, com adeptos fantásticos, e uma massa de apoiantes em todo o mundo. A nossa cor é o vermelho, que, de qualquer maneira, é a mais bonita. Não podemos forçar ninguém a ficar mas só queria entender o porquê de alguém querer de sair daqui”, comentou a esse propósito Klopp, passando ao lado dessas notícias sobre o egípcio que continua como melhor marcador da equipa, estatuto reforçado no último jogo da Premier League onde saiu do banco na segunda parte para fechar com dois golos o jogo com o Crystal Palace.

“Telefonei ao Salah e falámos sobre a situação ele no Liverpool. Está chateado, não está satisfeito mas isso não afeta o rendimento dele em campo. Ele disse-me as razões pelas quais está descontente mas não posso falar disso em público, é segredo. Mas uma delas é o facto de não ter sido capitão de equipa no jogo com o Midtjylland. Se o Salah jogasse no Real Madrid ou no Barcelona como tem jogado no Liverpool já tinha ganho a Bola de Ouro. Por isso, é normal que a imprensa espanhola lhe pergunte sobre esses dois clubes e, na minha opinião, o Liverpool está a ponderar vendê-lo. O Salah saberá o que é melhor para ele”, disse Mohamed Aboutrika, antigo internacional do Egito que é uma pessoa próximo do avançado, em declarações prestadas à Bein Sports.

Este domingo, o egípcio voltou a ser titular no Liverpool e fez até uma das exibições menos conseguidas da época no meio de uma novela que promete ficar por aí. E ainda houve aquele festejo de Sadio Mané no golo madrugador dos reds, numa história digna de documentário entre o avançado senegalês e um adepto especial do clube que se destacou no trabalho de voluntariado durante a pandemia e que vê agora o seu ídolo celebrar da forma como lhe tinha pedido, com um beijo e a apontar ao céu. No entanto, o grande filme acabou por ser protagonizado pelo WBA, equipa agora comandada por Sam Allardyce (que se estreou com uma pesada derrota por 3-0 frente ao Aston Villa) que está na zona de despromoção e que se recusou jogar com dois verdadeiros “autocarros” à frente da baliza até esticar jogo nos minutos finais e conseguir mesmo um ponto em Anfield (1-1). Ah, e mais um filme que se volta a repetir e numa altura densa em termos competitivos: Matip saiu lesionado com um problema muscular.

Com a equipa tipo de Klopp nos dois últimos anos à exceção de Virgil Van Dijk, central que foi contratado há três anos mas que continua de fora após sofrer uma grave lesão no joelho, substituído por Curtis Jones com Fabinho a ser de novo central, o WBA esteve sempre bem mais preocupado em não sofrer do que propriamente em marcar ao longo da primeira parte, havendo mesmo extensos períodos do pior que a Premier League tem com a equipa toda acantonada nos últimos 25 metros. Essa densidade defensiva criou problemas ao Liverpool mas nem por isso os campeões ingleses deixaram de encontrar espaços para visar a baliza de Johnstone, marcando por Sadio Mané aos 12′ e criando mais algumas oportunidades para aumentar ainda antes do intervalo. A seguir ao intervalo, mantendo por completo o domínio, a formação visitada criou menos em termos ofensivos, o WBA teve uma primeira chance por Grant isolado que Alisson defendeu (72′) e empatou mesmo por Semi Ajayi, de cabeça na área, coroando uma parte final do encontro onde quis finalmente também sair em transições e criar perigo na área contrária (85′). Se antes se tinha visto o pior da Premier, a igualdade mostrou em paralelo aquilo que de melhor a Premier tem.

[Clique nas imagens para ver os golos e o resumo do Liverpool-WBA em vídeo]

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