Além dos carros de luxo, a Bentley está preocupada com a biodiversidade. Daí que além de cuidar das 300.000 abelhas que aloja em colmeias dentro dos terrenos na sua fábrica em Crewe, que por sua vez se alimentam nos jardins que construiu para o efeito, dedicou os últimos tempos a construir caixas para que uma espécie de pássaros e outra de morcegos continuem a habitar na região.

Este construtor britânico, cujos veículos emitem quantidades importantes de poluentes, em virtude da elevada potência dos seus motores, está desde há muito preocupado com a pegada ambiental da sua linha de produção, tendo para tal instalado 30.000 painéis solares para reduzir a necessidade de energia de origem não renovável, estando de momento a trabalhar num sistema de recolha de água da chuva para reduzir a pressão na rede.

Os terrenos da fábrica são tradicionalmente habitados pelo chapim azul, ave muito comum na Europa e na Ásia, com 10,5 a 12 cm de comprimento e que prefere habitar nas florestas. Para os incentivar a fixar-se nos arredores de Crewe, a Bentley pendurou umas “casas” nas árvores da zona, segundo o conselho dos especialistas, para que aí nidifiquem.

O maior alvo da atenção da Bentley foram os morcegos pipistrela, abundantes nos terrenos onde foi construída a fábrica, bem como em toda a Europa, Ásia e Norte de África. Mais uma vez com as dicas dos biólogos, foram construídas caixas para que estes amigos do Batman se possam instalar, de onde se destaca uma trave em forma de poleiro para que se possam pendurar. Com apenas 5,8 a 8,8 cm de comprimento e 4 a 9 g de peso, são dos morcegos mais pequenos e alimentam-se exclusivamente de insectos, podendo ingerir diariamente o equivalente ao seu peso.

Apesar de a Bentley usar muita madeira no interior dos seus veículos, as variedades utilizadas, bem como o processamento de que são alvo para as adaptar à indústria automóvel, torna-as pouco aconselháveis para alojar animais selvagens. Isto levou o construtor a encomendar as “casotas” para os chapins azuis e os morcegos pipistrela a um carpinteiro local, mas com o símbolo da marca britânica bem presente na fachada.