Continuam a suceder-se os relatos da situação preocupante que se vive em muitos hospitais do país, sobretudo na Grande Lisboa, sobrecarregados com doentes Covid-19 e perto de ultrapassar a capacidade máxima.

Covid-19. Hospitais de Lisboa sob pressão já estão a enviar doentes para o Algarve

Um dos testemunhos mais dramáticos foi o de Ricardo Baptista Leite, médico especializado em infecciologia, deputado e vice-presidente da bancada do PSD, que deixou no Twitter um lamento sobre a situação vivida no Hospital de Cascais, onde está a fazer trabalho voluntário como médico desde o início da pandemia.  “Nunca vi tanta gente a morrer em tão curto espaço de tempo como nestas 12 horas de urgência. Porra para isto!”, escreveu.

Os hospitais de Lisboa estão atualmente sob pressão máxima. Tanto no Santa Maria (que integra Centro Hospitalar Lisboa Norte) como no Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central — que reúne São José, Estefânia e Curry Cabral, entre outros — existem poucas camas nas Unidades de Cuidados Intensivos.

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Em em Almada, o hospital Garcia de Orta alertou para a iminência de “um cenário de pré-catástrofe”, com a sua lotação de camas para dontes Covid esgotada. Ao início da tarde de sábado, Baptista Leite já tinha dito que a situação no hospital de Cascais também não estava “nada fácil”. E apelou às pessoas para que respeitem o confinamento decretado pelo Governo.

Sobre o confinamento que arrancou às 00h00 de sexta-feira, Ricardo Baptista Leite considera que “na verdade” não o é, já que o Governo “optou por um conjunto de meias medidas”.

O deputado do PSD Ricardo Baptista Leite considera que a manutenção dos estabelecimentos de ensino abertos durante um confinamento generalizado é contraproducente. “A razão pela qual estamos nesta situação, depois de quatro meses sucessivos de meias medidas, de medidas restritivas parciais no território nacional, resulta, primeiramente e principalmente, pela falta de preparação do outono e inverno”, salientou o deputado há dias no parlamento.