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Pedro Nuno Santos ao lado de Ana Gomes no último dia de campanha

Comício virtual de amanhã terá Assis. Pedro Nuno aparecerá no último dia. Duarte Cordeiro desfez-se em elogios à candidata "do PS". Mas Ana Gomes lamenta que JS não tenha sido mais "ousada" a apoiá-la

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DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

Artigo atualizado ao longo do dia

Pedro Nuno Santos vai aparecer ao lado da candidata presidencial Ana Gomes no último dia de campanha, na sexta-feira, numa conferência sobre o futuro de Portugal com a presença de dois jovens, confirmou o Observador. O ministro das Infraestruturas, que desafiou a direção de António Costa atravessando-se pela candidata, não consta do programa daquele que será o maior comício de pré-encerramento da campanha, com 10 convidados — mas vai ser a estrela isolada do último dia. Só ainda não está fechado se vai estar presente fisicamente ou apenas através da plataforma digital.

Quem vai estar presente — fisicamente — no “mega-comício” virtual de pré-encerramento da campanha é Francisco Assis, o presidente do Conselho Económico e Social e representante da ala direita do PS, que foi o impulsionador da candidatura de Ana Gomes numa fase inicial. O evento vai realizar-se esta quinta-feira no Coliseu do Porto e o objetivo assumido pela candidatura é mobilizar as estruturas locais e movimentos de apoio espontâneos à candidata de forma a ter um mínimo de duas mil pessoas a assistir online.

Vão ser 10 oradores, mas na sua maioria personalidades que já marcaram presença na primeira semana de campanha, como Manuel Alegre, Isabel Soares, Paulo Pedroso ou Tiago Barbosa Ribeiro, a que se juntam ainda João Marecos, Bebiana Cunha (PAN), Pedro Limões (um jovem que escreveu uma carta de incentivo à candidata), e Isabel Mendes Lopes. Já o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro, esteve presente numa conferência online esta quarta-feira, juntamente com o histórico socialista João Cravinho.

O PS que aparece. Socialistas de segunda linha na campanha de Ana Gomes (que não é Sampaio da Nóvoa)

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O apoio do jovem turco e a crítica à JS, que peca por falta de “ousadia”

O tema da conferência online era a regionalização, sendo que Duarte Cordeiro é um regionalista “convicto”, mas os primeiros minutos da intervenção — à distância — do secretário de Estado foram dedicados a um preâmbulo não menos importante: elogiar longamente a candidata que é do PS mas não é apoiada oficialmente pelo PS. Coragem, inconformismo, percurso ímpar e exemplar, foram algumas das palavras escolhidas.

A Ana é do meu partido, teve um percurso ímpar, foi dirigente nacional do PS, candidata a uma Câmara Municipal na minha zona, Sintra, foi eurodeputada mais de 15 anos, e todo o seu percurso foi dedicado a causas humanitárias e aos direitos humanos”, disse o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, depois de o ex-ministro socialista João Cravinho já ter falado sobre o tema da regionalização felicitando a “nossa candidata a Presidente”.

Duarte Cordeiro recordou ainda o “papel exemplar” de Ana Gomes como embaixadora, em particular na Indonésia, quando se assumiu como uma voz destacada pela independência de Timor-Leste e o facto de ser “progressista” na defesa dos valores “humanistas”. “É uma candidata progressista, que defende obviamente os valores humanistas, é uma candidata ambientalista e que combate todas as formas de desigualdades e é intransigente contra a xenofobia, racismo, conservadorismo”, disse ainda.

Os elogios continuaram por aí fora até terminarem com desejos de boa sorte para domingo: “Precisamos de pessoas com esta atitude, esta coragem, este inconformismo. Quero desejar-te muita sorte nesta tua, nossa candidatura, a Presidente da República”.

Duarte Cordeiro já foi líder da JS mas a atual direção da Juventude Socialista não lhe seguiu o exemplo. E Ana Gomes fez notar: “Gostaria que tivessem sido mais ousados e mais explícitos”, disse a candidata no final de uma sessão online com jovens socialistas do Porto, não escondendo a desilusão por a JS, liderada pelo deputado Miguel Costa Matos, se ter limitado a recomendar o voto “à esquerda”. É que há esquerda e esquerda, e “não basta fazer a distinção entre esquerda e direita, é preciso identificar quem é que dentro da esquerda é verdadeiramente socialista”. 

Ana Gomes não se “surpreende” com lista de socialistas que apoiam Marcelo. “Eu sei que incomodo o centrão de interesses”

Faltam três dias de campanha e Ana Gomes já não larga os socialistas. Depois de, na noite passada, ter dito a uma plateia virtual de jovens que não concebia que um socialista votasse no candidato da direita, levantando suspeições sobre os reais interesses de Marcelo num segundo mandato, esta quarta-feira, em visita à escola de medicina da Universidade do Minho, voltou à carga: “Votar no candidato da direita não é digno do partido de Soares e Zenha”. E levantou novas suspeições: o decreto presidencial do estado de emergência, desta vez, ao contrário do que aconteceu no primeiro confinamento, não suspendeu as prescrições na justiça. “A quem é que isso serve?”, perguntou. “Ao centrão de interesses”, sugeriu.

[Ouça aqui a reportagem da Rádio Observador]

Soares, Passos e ultra-direita. Ana Gomes apela aos socialistas

Em causa estava a notícia de que um grupo de 22 socialistas, entre autarcas (como Fernando Medina), deputados e ex-governantes (como Vieira da Silva e Correia de Campos) se tinham juntado numa lista de apoio a Marcelo Rebelo de Sousa. Traição? Ana Gomes diz que “não julga” — “as ações ficam com quem as pratica”. Mas uma coisa é certa, não se “surpreende” com a falta de apoio desses dirigentes e explica porquê: “Eu sei que incomodo o centrão de interesses”, por isso é natural que não a apoiem.

Ana Gomes acena com fantasma de Passos para convencer PS a não votar Marcelo

Daí até levantar nova suspeição foi um tirinho. “Porque é que o atual decreto não prevê, como previa o decreto do primeiro confinamento, a suspensão das prescrições da justiça? A quem é que serve a suspensão das prescrições dos processos?“, atirou, referindo-se ao tal “centrão de interesses”, sem especificar quem — exatamente — estaria a beneficiar com a prescrição dos processos e quem alegadamente estaria a ser cúmplice disso. Ana Gomes tem atirado várias vezes o caso BES contra Marcelo Rebelo de Sousa, criticando o Presidente da República por “inação” em relação aos bloqueios na justiça, e ontem, numa conferência online, tinha criticado também o PS por não ter feito a devida “autoanálise” da governação de José Sócrates, que está acusado de corrupção e ainda aguarda julgamento no âmbito da Operação Marquês.

Nessa conferência online, onde foi questionada pelos jovens socialistas sobre o papel do Presidente da República, Ana Gomes já tinha procurado assustar os socialistas que equacionam votar em Marcelo Rebelo de Sousa acenando com o fantasma de Pedro Passos Coelho. Disse que havia “demasiados indícios” de que, num eventual segundo mandato, Marcelo iria trabalhar para trazer a sua direita de volta, uma direita encabeçada por Passos Coelho, e que não teria pudor em apoiar-se na “ultra-direita” para isso acontecer.

Que indícios são esses? O que se passou nos Açores, por um lado, onde culpa Marcelo por ter “normalizado” o apoio do Chega; e umas recentes declarações de André Ventura a dizer que gostaria de ver Passos Coelho de volta. Um mais um são, no entender de Ana Gomes, indícios de que Passos Coelho seria esse “representante” da ultra-direita com o patrocínio de Marcelo Rebelo de Sousa.

Campanha continua? Só se autoridades mandarem parar

Com os números da pandemia a agravar-se a passos largos, Ana Gomes continua a manter o discurso: irá cumprir “rigorosamente” as determinações das autoridades. Se as autoridades decretarem que a campanha eleitoral deve ser suspensa, Ana Gomes acatará.

“Adaptei a minha campanha de forma a cumprir essas regras, mas cumprirei rigorosamente as determinações das autoridades. Se houver mudanças, assim o farei”, disse, lembrando que não tem na sua posse todos os dados que o primeiro-ministro e o Presidente da República têm. Ou seja, está nas mãos deles.

Visita de Ana Gomes à Escola de Medicina da Universidade do Minho

DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

Ao seu lado, o presidente da escola de Medicina da Universidade do Minho, Nuno Sousa, que lhe tinha feito uma visita guiada pelas instalações, admitia que o Governo devia agravar as medidas já tomadas nem que fosse por um curto período de tempo, para depois ir aliviando a pressão na mola.

Nuno Sousa, que só tem dois casos de Covid-19 registados em toda a escola de medicina (incluindo alunos, professores e investigadores), até admite vir a fechar a escola mas apenas se houver “articulação com a tutela nesse sentido”. E, nesse sentido, sugere “mecanismos de exclusão” para estudantes da área da saúde: esses devem continuar a sua “formação presencial” enquanto os restantes forem enviados para casa, porque são eles que um dia serão úteis ao SNS em situações como a atual.

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