A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) manifestou esta sexta-feira o seu reconhecimento e salientou o “importante trabalho” desenvolvido pelas unidades de saúde da região na resposta à pandemia causada pela Covid-19.

O presidente da SRCOM, Carlos Cortes, afirma em comunicado enviado à agência Lusa que “todos os hospitais e unidades de cuidados de saúde primários têm tido um papel importante no combate” à pandemia.

“Não podemos referir exclusivamente um ou outro hospital de maior dimensão do país, porque todos têm tido um desempenho notável na luta a esta pandemia e nos cuidados prestados aos doentes, mesmo os hospitais não centrais”, defende.

Carlos Cortes assume que a região Centro “tem estado com grande pressão” e “tem dado um inestimável contributo à resposta assistencial”.

Os hospitais têm tido um desempenho acima, muitas vezes, do que é possível e que nem sequer se reflete na taxa de esforço (relativamente aos planos de contingência)”, sublinha.

Segundo dados oficiais, a taxa de ocupação nas enfermarias Covid-19 é de 93% nos hospitais da região Centro, “com taxas de esforço acima dos 80%”.

A título de exemplo, a SRCOM aponta o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra – a instituição do Serviço Nacional de Saúde com mais camas destinadas à Covid-19 -, que ultrapassa as 500 camas disponibilizadas para doentes com coronavírus.

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Quanto ao Centro Hospitalar Tondela-Viseu, refere o hospital de retaguarda instalado no pavilhão do Fontelo que “foi de uma enorme importância para conseguir aliviar a capacidade do Hospital São Teotónio, que tem também aumentado a resposta face ao número de casos”.

A SRCOM destaca, ainda, a “extraordinária capacidade de resposta” do Centro Hospitalar de Leiria, do Centro Hospitalar do Baixo Vouga (Aveiro), do Hospital Distrital da Figueira Foz, bem como de todas as unidades da região do interior (Centro Hospitalar e Universitário da Cova da Beira e Unidades Locais de Saúde da Guarda e Castelo Branco) que, “apesar do desinvestimento em equipamentos e recursos humanos, souberam dar uma resposta fundamental”.

Carlos Cortes salienta também a “interligação crucial de todas as Estruturas de Apoio de Retaguarda” (a cargo do Seminário Diocesano de Leiria; Centro de Saúde Militar de Coimbra e Comissão de Proteção Civil Distrital de Viseu, no Fontelo), à subcontratação pela rede hospitalar pública no setor privado e social e também às convenções regionais transitórias (também no setor privado e social).

A SRCOM reconhece “o esforço conjunto porque a resposta é nacional e todos os hospitais têm dado um valioso contributo”.

É importante não esquecermos, por isso, o papel de todo o sistema de saúde da região Centro para minimizar os impactos da atual situação pandémica em Portugal. Não há uns que têm ajudado mais do que outros, todos participam deste notável esforço com a capacidade e os meios de que dispõem”, remata.

A pandemia de Covid-19 provocou, pelo menos, 2.285.334 mortos resultantes de mais de 104,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 13.740 pessoas dos 755.774 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.