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O radialista norte-americano Rush Limbaugh morreu aos 70 anos com cancro do pulmão. O anúncio foi feito esta quarta-feira pela mulher, Kathryn Adams, durante o programa do marido.

Rush Limbaugh destacou-se no programa de rádio de longa duração com o seu nome — The Rush Limbaugh Show —, mas também pelas visões polémicas, consideradas racistas, sexistas e homofóbicas, e pelas teorias conspiracionistas, negacionismo das alterações climáticas e oposição à imigração, lembra a BBC.

Entre as alegações falsas, Limbaugh disse que o antigo Presidente Barack Obama não tinha nascido nos Estados Unidos, que o coronavírus era uma constipação comum, usada como arma para derrubar Donald Trump, e promoveu a ideia de que tinha havido fraude nas últimas eleições norte-americanas.

O radialista era um reconhecido conservador, uma figura influente entre os Republicanos e um apoiante de Donald Trump, de quem recebeu, em 2020, a Medalha Presidencial da Liberdade, a maior condecoração civil dos Estados Unidos.

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“Ele é uma lenda. Realmente é”, disse Donald Trump, esta quarta-feira, à Fox News. O ex-Presidente disse que tinha falado com o comentador há três ou quatro dias e que “ele lutou até ao fim”.

George W. Bush, também lamentou a morte de Limbaugh. “Embora fosse impetuoso, às vezes polémico e sempre opinativo, falava o que pensavam milhões de americanos e abordava cada dia com gosto”, disse George W. Bush em comunicado, citado pela CNBC. “Rush Limbaugh era um espírito indomável com um grande coração e sentiremos a sua falta dele.”

A secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, disse, durante uma conferência de imprensa, que não sabia se o Presidente Joe Biden faria alguma declaração sobre a morte de Rush Limbaugh, noticia o jornal The Guardian.

Limbaugh nasceu no Missouri, a 12 de janeiro de 1951, e teve o seu primeiro trabalho na rádio ainda durante o ensino secundário.

O programa The Rush Limbaugh Show foi lançado em 1983, na rádio California’s KFBK, mas só se tornou verdadeiramente conhecido em 1987, depois de entrar em vigor uma legislação que obrigava as emissoras americanas a apresentarem os dois lados de uma opinião controversa. Em 2005, o Wall Street Journal disse que esta decisão levou a que “anfitriões conservadores hiper-articulados abrissem os microfones a milhões de eleitores conservadores hiper-furiosos”.