A vacinação infantil mostra sinais de recuo em vários países europeus desde a pandemia da covid-19, com risco de ressurgirem doenças infecciosas, conclui a revista The Lancet Regional Health, que aponta que Portugal mantém uma cobertura elevada.

Para o estudo desta revista científica na área médica, os níveis de sete vacinas infantis (difteria-tétano-tosse convulsa, hepatite B, meningite B, poliomielite, pneumococo, sarampo e rubéola) nos 27 países da UE foram analisados ao longo de mais de 40 anos, entre 1980 e 2024, com base em dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

O resultado aponta para “um panorama complexo”, de acordo com os autores desta análise abrangente, publicada na The Lancet Regional Health.

Por um lado, a UE atingiu taxas de vacinação infantil “historicamente elevadas” contra estas doenças, com um aumento substancial ao longo de cerca de quarenta anos, mas heterogéneo consoante os países.

Em 2024, o Luxemburgo e Portugal destacaram-se ao registar coberturas vacinais iguais ou superiores a 97% nas sete vacinas avaliadas, contrastando fortemente com a Roménia, que se situava abaixo dos 80%.

No entanto, “uma deterioração recente, preocupante e generalizada” tem-se vindo a delinear nos últimos anos, desde o início da era da covid-19, revela o estudo.

Dezasseis países da UE registaram uma descida nas taxas de vacinação para, pelo menos, quatro vacinas. Na Bulgária, no Chipre, na Irlanda, nos Países Baixos, na Roménia e na Suécia, as sete vacinas analisadas registaram todas uma descida nos últimos anos.

Os dados da Alemanha e de Espanha também revelaram um recuo em cinco das sete vacinas infantis, enquanto em França e Itália a cobertura vacinal aumentou para quatro vacinas e diminuiu para outras três.

As quedas mais acentuadas observadas recentemente registaram-se nas vacinas infantis contra a meningite B e contra a poliomielite — em declínio em 20 países —, seguidas das vacinas contra a hepatite B — em declínio em 18 países — e contra a difteria, o tétano e a poliomielite — em declínio em 17 países.

As tendências parecem relativamente menos desfavoráveis no que diz respeito ao sarampo e à rubéola.

[Duarte Lima admite ter estado com Rosalina Ribeiro na noite em que a herdeira milionária desapareceu mas nega ter sido a última pessoa a vê-la com vida. Conta que, depois da reunião que tiveram, no Rio de Janeiro, levou a cliente até Maricá, para um encontro com uma mulher chamada Gisele. É uma versão que não bate certo com as primeiras provas recolhidas pelas autoridades brasileiras. Enquanto Duarte Lima se torna, para a polícia, o principal suspeito do homicídio, perde força a outra linha de investigação. Olímpia Feteira era inimiga assumida da antiga companheira do pai mas garante que nunca desejou a morte dela. E, ao contrário de Duarte Lima, disponibiliza-se para prestar todas as informações necessárias à polícia brasileira. Já pode ouvir o segundo episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]

Embora os investigadores considerem que a crise sanitária decorrente da pandemia possa ter contribuído para esta situação, salientam também que o estudo não tinha como objetivo esclarecer as razões por trás destas evoluções na vacinação.

Insistem sobretudo na urgência de garantir uma cobertura vacinal elevada e sustentável, “a fim de prevenir o ressurgimento de doenças infecciosas”.

Nos últimos 50 anos, a vacinação reduziu o impacto de doenças como o tétano, a tosse convulsa, a pneumonia, o sarampo, a gripe e a difteria, evitando mais de 154 milhões de mortes em todo o mundo, sobretudo entre as crianças, recorda o estudo.

A crise provocada pela covid-19 causou perturbações no sistema de saúde e alimentou a desconfiança e a desinformação.