O Comité Olímpico de Portugal (COP) ainda aguarda uma resposta quanto à possibilidade de vacinar contra a Covid-19 a comitiva portuguesa aos Jogos Olímpicos Tóquio2020, adiados para este verão, disse o chefe de missão, Marco Alves. A resposta que receberam da “task force”, “não sendo positiva, foi um abrir de porta”, tendo sido pedido um número de pessoas que estaria envolvido.

Entendemos as circunstâncias do país, mas esta é uma preocupação do COP. (…) Fizemos a identificação e aguardamos resposta. Em parceria com o Comité Olímpico Internacional, houve também algumas diligências na sensibilização para a vacinação das missões“, acrescentou o chefe de missão, durante uma sessão promovida pelo COP sobre “o novo contexto” olímpico.

De resto, a vacinação não é um requisito para a participação nos Jogos, e mesmo quem estiver vacinado terá de cumprir todo o protocolo sanitário: entre muitas medidas, fazer teste de quatro em quatro dias, além de várias limitações à estada máxima na aldeia olímpica, lotação de recintos e a limitação de deslocações.

A nossa expectativa é que o processo pudesse ser o mais cedo possível, até pela entrada em competição do processo de qualificação de forma mais segura”, acrescentou Marco Alves.

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O número de pessoas indicadas inclui atletas e equipas técnicas, mas também “todos os que estão na missão”, o que inclui árbitros que vierem a ser indicados e jornalistas acreditados. Questionado sobre se já tiveram contacto por parte do novo coordenador, Marco Alves indicou terem surgido apenas “contactos informais”, na sequência de “alguma diplomacia a ser feita” com vista a uma resposta sobre o tema.

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Em 22 de janeiro, o secretário-geral do COP disse à Lusa que a questão foi levantada junto da Direção-Geral da Saúde, tendo recebido resposta do coordenador do plano de vacinação contra a Covid-19, que era então Francisco Ramos, entretanto substituído por Henrique Gouveia e Melo.

Numa sessão por via telemática que passou pelas informações que já são conhecidas acerca das medidas levadas a cabo para mitigar os efeitos pandémicos no evento, que arranca em 23 de julho, o chefe de missão resumiu as indicações, perante uma plateia virtual que incluía atletas, médicos, dirigentes federativos, treinadores e jornalistas.

Uma das questões que preocupam Marco Alves prende-se com a limitação de um máximo de cinco dias de antecedência na chegada à aldeia olímpica em relação à prova específica em que cada atleta participe, o que limita o processo de aclimatação e condições atmosféricas do Japão. O COP não esconde o “desagrado” com a situação, até porque Portugal será “um dos países mais prejudicados” pela medida, pela diferença horária e climatérica.

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Um período de estágio de aclimatação perto da capital nipónica, local onde serão obedecidas todas as medidas em vigor para o centro da prova, nomeadamente de testagem e restrições a transportes. Estão, assim, a “encontrar soluções, de locais e acordos com municípios“, para que “o período seja aumentado e não seja só limitado ao período em que os atletas podem estar na aldeia”.