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Elon Musk, o líder da Space X e da Tesla, já tem os resultados do estudo que encomendou durante a primeira vaga da pandemia sobre a imunidade à Covid-19 — e do qual ainda não havia conhecimento público. Um trabalho que envolveu a testagem regular de quatro mil voluntários da empresa espacial, cerca de metade da força de trabalho.

O empresário e a equipa médica da Space X quiseram monitorizar a prevalência do vírus entre os funcionários, que estão sobretudo em Los Angeles, na Florida e no Texas. E, segundo o Wall Street Journal, que conta a história, o estudo, revisto pelos pares, foi publicado esta semana na revista Nature Communications, com Elon Musk a ser mesmo referido como um dos 30 coautores.

Os investigadores concluem que se houver uma determinada quantidade de anticorpos pode haver proteção duradoura contra a Covid-19, segundo o Wall Street Journal.

O estudo indica que os funcionários que tiveram menos sintomas da doença geraram menos anticorpos e que, por isso, mais dificilmente atingem o limiar necessário para garantir a imunidade de longo prazo. “As pessoas podem ter anticorpos, mas isso não significa que vão ficar imunes”, explica Galit Alter, coautora do estudo, professora na Harvard Medical School e investigadora no Instituto Ragon do Hospital de Massachusetts, no MIT e em Harvard.

Porque é que isto importa? Os autores indicam que os resultados permitem perceber quem é mais vulnerável ao vírus, e, como tal, podem ajudar a definir quem deve ser vacinado primeiro. Galit Alter defende que “os que não têm anticorpos em áreas com muitos casos de infeção deveriam ter prioridade”.

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