Muita parra e pouca uva“. É assim que um dos parceiros sociais que esteve presente na reunião desta quarta-feira com o Governo descreve o encontro, que teve como ponto único na agenda o plano de desconfinamento. Os sindicatos e as confederações patronais esperavam, pelo menos, conhecer as linhas gerais do plano, mas só ficaram com a certeza de que o Governo quer começar a desconfinar já, antes da Páscoa. Toda a parte do “como” ficou por dizer.

À saída da reunião, o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, apelou à “prudência” no processo de desconfinamento e não confirmou a reabertura na próxima semana de cabeleireiros ou de escolas, duas das prioridades delineadas por sindicatos e patrões. O Governo preferiu antes “auscultar” os parceiros sociais sobre três pontos: quando é que o desconfinamento deveria começar e a que ritmo — para os parceiros deve ser “o mais rapidamente possível”, havendo “sugestões diversas” sobre como pode ser calendarizado o processo —; se concordavam com a aplicação das medidas “numa escala territorial mais restrita” — a mesma questão que fora colocada aos partidos e que não é consensual entre os parceiros sociais —; e como viam “o detalhe das medidas” sugeridas pelos peritos — alguns dos quais defendem um desconfinamento por nível de risco.

Desconfinamento por concelhos e Páscoa limitada. O que o Governo já revelou aos partidos

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