Demorou cerca de três horas a leitura em direto de uma decisão que já vale dezenas de reações políticas, a multiplicarem-se pelas redes sociais. A decisão de Ivo Rosa a propósito da Operação Marquês, que fez cair 25 dos 31 crimes pelos quais José Sócrates tinha sido acusado — alguns dos quais por já terem prescrito –, provocou reações indignadas um pouco por todo o espectro político. Desta vez, não se aplicou a máxima clássica — “à justiça o que é da justiça” — e as críticas apareceram, tanto no plano político e ético (dirigidas a Sócrates) como no plano judicial (o CDS viu aqui um sistema “doente”, o BE uma Justiça em “crise).

À direita, as reações assumiram uma forma mais violenta. Francisco Rodrigues dos Santos, líder do CDS, não tardou em enviar uma nota às redações em que era taxativo, sem conseguir resistir a fazer “uma leitura política da decisão”: “Depois de tantos anos, o povo não entende esta decisão e está indignado com razão. Os valores éticos e morais de um governante não prescrevem!”.

Na mesma nota, o democrata-cristão não mostrava dúvidas em considerar que o sistema judicial está “doente” e anunciar que o CDS contribuirá para o tornar “rápido, previsível e forte com os fortes”, evitando que “a culpa não morra solteira”. Mas deste lado o julgamento ficou feito: Sócrates “vivia muito acima do razoável ao mesmo tempo que levou o país à bancarrota, revelando um desprezo total pelas condições de vida da generalidade dos portugueses que tiveram de sofrer com os abusos da sua governação”.

PSD reúne-se para analisar, Ventura está “violentamente indignado”

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