Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Há sempre uma “batalha” entre os amantes das caixas manuais e os que preferem as transmissões de comando automático. As segundas têm vindo a ganhar terreno às primeiras, não só por serem mais rápidas, como também menos dadas a desgaste, especialmente a nível da embraiagem. Daí que haja cada vez mais modelos, sobretudo entre os mais potentes, a recorrer aos serviços de caixas automáticas, sejam elas convencionais, com conversor de binário, ou das mais modernas, de dupla embraiagem.

A Aston Martin, respondendo às preferências dos seus clientes, anunciou que não haverá mais caixas manuais a partir de 2022 e esta não foi uma decisão motivada pela economia, pois não só as caixas automáticas não tornam os motores menos gulosos, como pesam mais na carteira, no momento da compra. A novidade foi avançada pelo novo CEO do construtor britânico, Tobias Moers, que revelou à imprensa australiana que até a caixa manual do Vantage será abandonada.

Mas não será este o único modelo da Aston Martin a passar a oferecer exclusivamente caixas automáticas. De acordo com Moers, a marca inglesa não está comprometida com as caixas manuais e se há clientes que preferem esta solução, a realidade, para o CEO, é que estes são em cada vez menor número e no mercado norte-americano praticamente não existem.

A Aston Martin reintroduziu a caixa manual no Vantage AMR e, posteriormente, alargou a oferta a todos os Vantage como forma de satisfazer um cliente que prefira respeitar a tradição, no que respeita às caixas controladas por alavanca e a necessitar de embraiagem. Andy Palmer, o CEO na altura, achava que esta era uma forma de garantir o apoio (e a preferência) dos clientes mais tradicionalistas. Palmer sempre afirmou que a Aston Martin seria o último construtor a abandonar as caixas manuais, mas tudo indica que Moers rapidamente colocou de lado esse objectivo e argumento comercial.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR