O ex-líder das Forças Armadas e Revolucionárias da Colômbia (FARC) Seuxis Pausivas Hernández foi morto no passado dia 17 de maio, na Venezuela, na sequência de uma operação militar colombiana, segundo noticia o The Guardian esta quarta-feira, citando o Segunda Marquetalia — um grupo de ex-rebeldes das FARC do qual Seuxis Pausivas Hernández era um dos líderes mais importantes.

“Atenção: Jesus Santrich foi abatido na Venezuela, num confronto com grupos ilegais. Ainda não há mais detalhes”, afirma a página online do grupo.

O ex-líder da guerrilha colombiana conhecido como Jesus Santrich foi um dos principais negociadores do acordo de paz histórico entre o governo colombiano de Juan Manuel Santos e as FARC. Esse acordo, assinado em novembro de 2016, previa que nenhum ex-guerrilheiro pudesse ser extraditado para os Estados Unidos por delitos cometidos antes dessa data.

Mas Seuxis Pausivas Hernández, de 53 anos, desistiu desse acordo menos de dois anos depois, após ter sido apontado como suspeito de estar envolvido na exportação de dez toneladas de cocaína para os Estados Unidos, no segundo semestre de 2017. Em 9 de abril de 2018 foi detido e acusado de tráfico de droga, mas foi libertado um ano depois pelo Supremo Tribunal de Justiça da Colômbia, por falta de provas.

Detido ex-líder da guerrilha colombiana que arrisca extradição para os EUA

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O ministro da Defesa colombiano, Diego Molano, disse através da sua conta do Twitter que informações dos serviços secretos indicam que Santrich morreu, bem como “outros criminosos em alegados confrontos ocorridos ontem [segunda-feira] na Venezuela”. Ainda assim, explicou que essas “informações estão a ser verificadas”. “Se este for confirmado, verifica-se que os criminosos da droga se refugiavam na Venezuela”, explicou.

Os serviços secretos colombianos já tinham confirmado que Santrich estava em território venezuelano, mas a falta de comunicação diplomática entre os dois países dificultou o acesso a informações sobre as circunstâncias da sua morte — que terá acontecido cinco dias depois de a Justiça colombiana ter homologado a sua extradição para os Estados Unidos, para responder, em Nova Iorque, por acusações de narcotráfico.