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Diversos negócios de transferências de jogadores, empréstimos financeiros cruzados e repartições avultadas de comissões por vários intermediários serão as principais linhas de investigação de um caso que está a ser investigado pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e pela Polícia Judiciária (PJ) A notícia é da revista Sábado e também da TVI. O Observador confirmou a existência deste inquérito.

Existem suspeitas relacionadas com vários negócios entre os dois clubes, envolvendo as transferências de jogadores como Danilo Pereira, Paulinho, Galeno, Fede Varela, Rafa Soares e Everton. Também o negócio da venda do brasileiro Hulk aos russos do Zenit, por 40 milhões de euros, causa suspeitas – um jogador que teve como agente o próprio Teodoro Panagopoulos (Teo Fonseca). Estão em causa suspeitas de crimes de fraude fiscal, branqueamento de capitais e de outros crimes económico-financeiras.

A Sábado e a TVI noticiaram ao início da manhã que este inquérito teria dado lugar a buscas na área metropolitana do Porto e no Algarve, nomeadamente nas instalações das SAD do Futebol Clube do Porto e do Portimonense, além de junto de altos responsáveis destas duas sociedades anónimas desportivas, incluindo Pinto da Costa, e de outras empresas sediadas em Portugal e no estrangeiro. Entretanto, os mandados para investigar os negócios foram emitidos, mas não foram executados, o que levou as buscas a serem suspensas, informa o JN.

A Procuradoria-Geral da República e a PJ emitiram comunicados a garantir que as buscas estão relacionadas com outro inquérito, estando relacionado com as eventuais falsificações de testes à Covid-19. 

“Covid free”. DCIAP e PJ investigam falsificação de testes Covid no FC Porto

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Além de Pinto da Costa, outro alvo individual principal da investigação é o empresário que controla (desde 2013) a maioria do capital da Portimonense SAD, Constantin Teodoro Panagopoulos, um brasileiro conhecido no meio futebolístico como Teo Fonseca.

O trabalho da PJ e do DCIAP está relacionado com negócios de transferências de jogadores, empréstimos financeiros cruzados e repartições avultadas de comissões por vários intermediários. Existem suspeitas relacionadas com vários negócios entre os dois clubes, envolvendo as transferências de jogadores como Danilo Pereira, Paulinho, Galeno, Fede Varela, Rafa Soares e Everton. Também o negócio da venda do brasileiro Hulk aos russos do Zenit, por 40 milhões de euros, causa suspeitas – um jogador que teve como agente o próprio Teodoro Panagopoulos (Teo Fonseca).

Em causa estão suspeitas de fraude fiscal, falsificação de documentos e branqueamento de capitais, mais um processo que tem origem nos documentos que foram tornados públicos pelo pirata informático Rui Pinto no caso Football Leaks, diz a Sábado, ao que a TVI acrescenta que houve uma denúncia feita em 2018 que foi trabalhada pelo DCIAP. Também segundo a TVI, a própria verdade desportiva (nos encontros entre os dois clubes) poderá estar em causa.

Notícia retificada às 14h05 com a informação de que as buscas sobre os negócios foram suspensas