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O presidente da Câmara de Lisboa garante que as entidades de fiscalização estarão atentas a eventuais ajuntamentos ilegais de festejos dos Santos Populares. Os arraiais estão proibidos, mas, garante Fernando Medina, a Polícia Municipal e a PSP farão “o seu trabalho” para evitar atropelos às regras. “Procuraremos articular para que esse trabalho corra bem no conjunto.”

A Polícia Municipal vai controlar, refere, as “zonas mais sensíveis”, junto da restauração e coletividades, “para assegurar o cumprimento das normas”. Medina lembra que a restauração só pode funcionar até às 22h30. E pede “responsabilização individual” porque “não podemos esperar que haja um polícia atrás de cada cidadão”

É evidente que numa cidade da dimensão de Lisboa, tudo exige um alto grau de sensibilização e de responsabilização individual. Não podemos esperar que haja um polícia atrás de cada cidadão. Isto não é imaginável numa sociedade democrática. A democracia só funciona bem se todos tivermos um grau de consciência cívica”, afirmou, à margem de uma visita a um centro de vacinação, em Lisboa.

Questionado sobre se receia que Lisboa possa regredir no desconfinamento, Fernando Medina lembra que, para que haja uma regressão, o município de Lisboa tem de estar num patamar superior a 240 novos casos por 100 mil habitantes por mais de duas semanas consecutivas. “Lisboa não chegou a esse patamar, estamos todos a apoiar as instituições da saúde no sentido de massificação mais abrangente [de testes] para podermos mais rapidamente detetar os casos”, vincou.

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O presidente da Câmara de Lisboa pede “alerta para que se reduzam comportamentos de risco”, assegurando distanciamento social e o uso da máscara. “Nós ainda não vencemos esta pandemia. E se é verdade que os impactos da pandemia sobre os mais vulneráveis, sobre o SNS, são hoje menores do que em janeiro e fevereiro, é também verdade que os impactos sobre o funcionamento da economia continuam bem reais”, havendo o risco de retrocesso quanto ao desconfinamento, o que seria “profundamente penalizador”.

A proibição dos festejos, considera, “era a decisão que se impunha e creio que os lisboetas percebem bem este esforço adicional que todos temos de fazer”. “Não teremos festejos este ano, por favor compreendam isto e que cada um interiorize bem que tem de manter um grau de alerta individual, que este é o melhor contributo que podem dar pela saúde de todos”, apelou. Até porque “Lisboa está no nível de alerta” e “é importante conseguir conter o crescimento do número de casos abaixo dos 240”. “Nos últimos dias, os dados têm subido, por isso, temos de fazer esforço adicional na tentativa de contenção. Espero que seja compreendido pela cidade, foi bem compreendido pelas coletividades, pelas associações, pelos setores económicos e sociais da cidade”.