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O presidente do PSD, Rui Rio, diz que a partilha de dados dos opositores russos que se manifestaram em frente à embaixada da Rússia em Lisboa em janeiro é “absolutamente intolerável” e representa um caso “gravíssimo“. Numa conferência de imprensa na tarde desta quinta-feira, Rio confirmou que o PSD vai chamar o presidente da câmara de Lisboa, Fernando Medina, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, ao Parlamento para prestarem explicações sobre o caso — e sugeriu que a Provedoria de Justiça analisasse o caso para perceber se há eventuais crimes em causa.

“Todo o país já tem a certeza, porque Fernando Medina o confirmou, que a câmara municipal de Lisboa entregou os dados de três cidadãos, um russo e dois que são também portugueses, ao governo russo”, começou por dizer Rio. “Na prática, a câmara municipal de Lisboa denunciou os ativistas pela liberdade e pela democracia contra um governo que não respeita essa liberdade e essa democracia. Não sei se essas pessoas correm perigo em Portugal, mas se regressarem à Rússia correm perigo seguramente. Isto é gravíssimo. É absolutamente intolerável. Nenhum governo da União Europeia faria semelhante coisa.”

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