Pelo menos 196 pessoas morreram na sequência das inundações e enxurradas que afetaram durante a semana a Alemanha e a Bélgica, indicaram esta segunda-feira novos balanços oficiais.

Na Alemanha morreram 165 pessoas e na Bélgica foram reportadas 31 vítimas mortais. As autoridades belgas já anunciaram este domingo o fim das operações de salvamento mas mais de 150 pessoas continuam desaparecidas. Na Alemanha existem ainda dezenas de desaparecidos.

Só na região da Renânia-Palatinado (sudoeste da Alemanha), que tinha recebido este domingo a visita da chanceler Angela Merkel e que foi uma das zonas mais afetadas pelas inundações, já há a confirmação da morte de pelo menos 117 pessoas.

Durante a visita, a líder alemã, que classificara a devastação visível na zona como “surreal”, prometera que o Governo federal e as regiões “iriam agir em conjunto para restabelecer gradualmente a ordem” nas áreas afetadas.

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As autoridades belgas tinham atualizado este domingo o número de vítimas mortais registadas no país, que passou assim a 31 óbitos. O anterior balanço dava conta de 27 mortos no território belga.

O centro belga de crise tinha informado ainda que “163 cidadãos estão dados como desaparecidos”, um aumento em relação aos 103 desaparecidos contabilizados no sábado, mas às 10h25 de esta segunda-feira o número de vítimas mortais reportado oficialmente na Bélgica continuava a ser o mesmo.

“O perigo já não é iminente nas áreas afetadas. As operações de salvamento terminaram, mas as operações de busca ainda estão em curso em várias áreas. importante trabalho de limpeza e a estimativa dos danos materiais estão agora no centro das preocupações”, informou o centro belga de crise

As autoridades belgas estão a incentivar as pessoas que ainda não conseguiram estabelecer contacto com os seus familiares a informarem a polícia o mais rápido possível. “Se não teve notícias de um familiar, apelamos que entre em contacto com as unidades locais da polícia que estão a reunir as informações sobre as pessoas desaparecidas”, indicaram as autoridades.

Apesar do nível das águas ter vindo a diminuir nos últimos dias após as inundações, ainda existem áreas em alerta no território belga, como é o caso de Valónia, região francófona no sul da Bélgica.

Nesta região fica a cidade de Pepinster, onde cerca de mil pessoas tiveram de deixar as respetivas casas.

Em Valónia, o nível das águas do rio Mehaigne e dos seus afluentes nas províncias de Liège e de Namur continuam a preocupar as autoridades, que permanecem em estado de alerta.

Cerca de 37 mil casas permanecem sem eletricidade nas províncias de Liège e de Brabante Valão.

Também existem relatos de estradas e de casas que ainda estão submersas em algumas zonas do país.

Além da Bélgica e da Alemanha, as fortes chuvas e as consequentes cheias causaram graves danos materiais nos Países Baixos, no Luxemburgo e na Suíça.

(Artigo atualizado às 10h25 de esta segunda-feira com novo balanço)