O Presidente da República congratulou-se esta quarta-feira com “o encaminhar-se de uma solução para a Groundforce“, qualificando como “uma dor de alma” os efeitos da greve nesta empresa de assistência em terra à aviação.

O Ministério das Infraestruturas e Habitação anunciou esta quarta-feira, em comunicado, que a TAP vai pagar diretamente aos trabalhadores da Groundforce o valor correspondente ao subsídio de férias e às anuidades em atraso.

À saída de uma conferência no Centro de Congressos de Lisboa, questionado pela comunicação social sobre a solução encontrada para se evitar nova greve, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu: “Fiquei satisfeito sobretudo com o encaminhar-se de uma solução para a Groundforce”.

Porque o que estava a acontecer era um bloqueamento numa empresa que bloqueava outra empresa que está numa situação particularmente sensível, que bloqueava a economia portuguesa, que bloqueava o turismo – para além daquilo que a pandemia e o contexto nomeadamente externo já bloqueia”, enquadrou.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Segundo o Presidente da República, “era uma situação de dor de alma saber-se das centenas de aviões cancelados, adiados, que não descolavam, e que eram milhões e milhões e milhões perdidos para a economia portuguesa”.

No comunicado divulgado esta quarta-feira, pelo ministério tutelado por Pedro Nuno Santos refere-se que o pagamento direto dos subsídios de férias e anuidades em atraso aos trabalhadores da Groundforce “foi a solução encontrada para ultrapassar a recusa na semana passada da administração” desta empresa em aceitar a transferência da TAP que permitiria esse pagamento.

O ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, afirmou na terça-feira em comissão parlamentar que a TAP estava a trabalhar numa solução para pagar subsídios de férias na Groundforce e assegurar os salários de julho, referindo que a transportadora aérea portuguesa já tinha declarado essa disponibilidade.

Na segunda-feira, na Madeira, Marcelo Rebelo de Sousa criticou a Groundforce, considerando que tem havido “obstinação” por parte da empresa em geral e de alguns responsáveis em particular, e declarou-se confiante de que o Governo encontraria uma solução em breve.

A Groundforce é detida em 50,1% pela Pasogal e em 49,9% pelo grupo TAP, que em 2020 passou a ser detido em 72,5% pelo Estado português.