As máscaras e outras restrições associadas à pandemia podem ser reintroduzidas no Reino Unido dentro de três semanas. Vários especialistas do Scientific Advisory Group for Emergencies (SAGE) aconselharam Boris Johnson a estar pronto para recuar nas medidas de desconfinamento no início de agosto, caso os internamentos nos hospitais excedam os valores inicialmente antecipados, avança o I News.

O Reino Unido assinalou esta segunda-feira, 19, o chamado “Dia da Liberdade”, que representou a última etapa do desconfinamento: deixou de haver limites de lotação dentro de espaços fechados, o teletrabalho deixou de ser incentivado, as máscaras deixaram de ser obrigatórias nos espaços públicos e o distanciamento físico deixou de ser imposto. Dois dias depois, um grupo de especialistas vem recordar que o país terá de ter cautela nas próximas semanas, sob o risco de que poderão voltar a ser impostas regras de combate à pandemia caso os internamentos disparem e venham sobrecarregar o sistema nacional de saúde britânico (NHS).

“Dia da Liberdade” ou uma nova tentativa da imunidade de grupo? O que muda esta segunda-feira em Inglaterra?

Os cientistas alertam que terá de haver recuo, voltando a impor no início de agosto medidas como o uso de máscara obrigatório ou o teletrabalho, se forem atingidos números críticos. Isto é, se o país atingir as mil e duas mil hospitalizações diárias e as 100 a 200 mortes diariamente, o desconfinamento deverá ser revisto.

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Os dados mais atualizados relativos ao Reino Unido datam desta terça-feira, dia em que se registaram 96 mortes por Covid-19, o número mais alto desde 20 de março, e 46.558 novos casos. No que diz respeito aos internamentos estes têm sido crescentes e o país chegou às 745 hospitalizações, no dia 19 de julho.

O diretor-geral de saúde de Inglaterra, Chris Whitty, pronunciou-se na semana passada sobre o aumento de internamentos que estariam a duplicar a três semanas e que podiam chegar a níveis “muito assustadores” dentro de pouco tempo.