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Incêndio em Atenas. Seis residentes e um bombeiro hospitalizados devido à inalação de fumo

O incêndio florestal que deflagrou esta terça nos subúrbios de Atenas continua ativo. Responsáveis falam em estragos incalculáveis. Seis residentes e um bombeiro foram hospitalizados devido ao fumo.

O incêndio começou pelas 13h (15h em Lisboa) desta terça-feira numa zona florestal em Ano Varibobi, no sopé do Monte Parnitha
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O incêndio começou pelas 13h (15h em Lisboa) desta terça-feira numa zona florestal em Ano Varibobi, no sopé do Monte Parnitha

Getty Images

O incêndio começou pelas 13h (15h em Lisboa) desta terça-feira numa zona florestal em Ano Varibobi, no sopé do Monte Parnitha

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Mais de 500 bombeiros passaram a noite a combater o incêndio que deflagrou esta terça-feira nos subúrbios de Atenas, na Grécia. Um teve de ser hospitalizado devido a inalação de fumo. Segundo o jornal Ekathimerini, os trabalhos continuaram à primeira luz do dia com a ajuda de 14 meios aéreos e a colaboração da polícia, militares, trabalhadores municipais e dezenas de voluntários.

O incêndio começou pelas 13h (15h em Lisboa) desta terça-feira numa zona florestal em Ano Varibobi, no sopé do Monte Parnitha, a norte de Atenas, alastrando-se a outras localidades, como Thrakomakeones e Adames. Diferentes fatores terão contribuído para o deflagrar do fogo, nomeadamente o intenso calor que se fazia sentir (45ºC), a baixa humidade (menos de 10%) e o vento.

Parte da autoestrada principal que liga a capital grega ao norte e sul do país teve de ser cortada, revelaram as autoridades locais à AFP. As aldeias e povoados de Chronia, Sepiada, Retsinolakkos, Kalamoudi, Paliochori e Damia foram evacuadas e vários milhares de pessoas optaram por deixar as suas casas nos subúrbios de Atenas.

O fogo continuou ativo durante a noite e, de acordo com Ekathimerini, chegou durante a manhã desta quarta-feira aos arredores de Kryoneri. Estará neste momento a encaminhar-se para Tatoi, onde fica o palácio de verão da antiga família real grega, a cerca de 25 quilómetros da capital grega. “O fogo continua forte. O perímetro é muito grande e a carga de calor muito forte”, disse um bombeiro, citado pela Reuters.

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As chamas em Varibobi já terão, no entanto, sido controladas, adiantou o autarca de Acharnes, também nos subúrbios de Atenas, ao canal de televisão Skai esta quarta-feira de manhã.

De acordo com Spyros Vrettos, a destruição deixada pelo incêndio na região de Varibobi é “incalculável”. “Existem cinzas em toda a parte, é horrível. Desapareceram dezenas de hectares de floresta de pinheiros. Dezenas de casas foram totalmente destruídas”, disse o responsável. Esta terça-feira, as notícias davam conta de relatos que falavam em casas destruídas, vias rodoviárias cortadas e perturbações no fornecimento de eletricidade.

O município começará a fazer contas aos estragos esta quarta-feira.

Wildfire In North-eastern Athens

NurPhoto via Getty Images

Seis residentes e um bombeiro hospitalizados devido à inalação de fumo

Até ao momento, não foram comunicadas vítimas mortais. Numa visita esta quarta-feira de manhã, o primeiro-ministro, Kyriakos Mitsotakis, agradeceu por não ter havido nenhuma morte devido ao incêndio.

Na terça-feira, os jornais gregos noticiaram que as autoridades estavam a receber chamadas de pessoas que não conseguiam sair de prédios e de vários agentes e bombeiros que tinham ficado presos nas chamas enquanto prestavam auxílio às populações. “A vegetação é muito densa nestas áreas e está muito seca devido à onda de calor, por isso as condições são difíceis”, comentou o governador da área metropolitana de Atenas à televisão estatal ERT.

De acordo com as informações divulgadas pela polícia, 14 pessoas que entraram em contacto com a linha de emergência foram evacuados das suas habituações. Seis residentes e um bombeiro tiveram de ser hospitalizados esta terça-feira devido ao calor e à inalação de fumo, refere o Ekathimerini. As autoridades enviaram nove ambulâncias para os locais afetados pelo incêndio para prestar assistência às populações.

Autoridades pedem a atenienses que não saiam de casa

A densa nuvem de fumo que cobre Atenas levou as autoridades a apelarem à população da capital que não deixasse as suas casas. Em declarações ao Observador esta terça-feira, Eva Zbogo, habitante de Atenas, afirmou que o incêndio era visível da cidade e que as cinzas estavam por toda a parte. “A situação é grave e já recebemos mensagens do Governo para fecharmos as janelas e não sairmos de casa”, acrescentou.

Eva referiu que a proximidade do fogo ao campo de refugiados Amigdaleza está também a preocupar as autoridades locais. O campo ainda não foi evacuado e os migrantes podem vir a desenvolver problemas respiratórias devido à inalação de fumo. “Estão também a cortar as estradas próximas dos incêndios e não há muitas falhas de eletricidade, o que piora a situação. Estamos a atravessar uma vaga de calor e o governo não se preparou minimamente para isto”, conclui.

Vaga de calor com valores históricos. Pelo menos 81 incêndios registados entre segunda e terça-feira

Desde a semana passada que a Grécia sofre sua pior vaga de calor em mais de três décadas. O clima extremo deverá manter-se durante toda a semana, depois de as temperaturas terem atingido os 46ºC na segunda-feira, ultrapassando o recorde registado em 1987, quando uma onda de calor do mesmo tipo provocou 1.300 mortos.

A Acrópole de Atenas, que está normalmente aberta no verão das 8h às 20h, terá horário reduzido até sexta-feira, fechando ao público do meio-dia às 17h00. A decisão foi tomada depois de a temperatura no solo ter atingido 55ºC.

Acrópole de Atenas fecha ao público durante a tarde devido a onda de calor

Pelo menos 81 incêndios deflagraram na Grécia entre segunda e terça-feira à noite, informou o ministro da Proteção Civil, Nikos Hardalias, acrescentando que os bombeiros combatiam ainda 40 frentes ativas. Um destes incêndios é o da ilha de Rodes, que os bombeiros tentam há vários dias extinguir. O fogo obrigou à evacuação preventiva de algumas aldeias.

Também ocorreram incêndios nos últimos dias na região central do país, onde foi registada a temperatura recorde de 46,3 ºC, na segunda-feira, na aldeia de Makrakomi. O operador grego de distribuição de eletricidade anunciou que durante esta semana, nas horas de mais calor, poderá haver cortes intermitentes de energia em algumas partes do país para evitar um apagão generalizado.

Até ao momento, arderam quase 13.500 hectares arderam na Grécia desde o início do ano, um número que é muito superior à média de 7.500 hectares registados nesta fase do ano entre 2008 e 2020.

Grécia enfrenta pior vaga de calor dos últimos 30 anos

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