A NOS tem a sua rede de quinta geração “pronta” e está a desenvolver casos de estudo para poder ser “o primeiro operador a oferecer o melhor 5G” quando chegar “o momento“, disse à Lusa o presidente executivo.

Questionado sobre o longo processo do leilão 5G, que dura há mais de sete meses, Miguel Almeida afirmou: “temos a nossa rede pronta”.

Estamos a testá-la em diferentes contextos e em diferentes setores, estamos a desenvolver casos de estudo, precisamente, para podermos ser o primeiro operador a oferecer o melhor 5G às empresas e ao país, quando chegar o momento”, salientou o presidente executivo da NOS.

“Gostaria que fosse o quanto antes, mas não depende dos operadores”, sublinhou o gestor.

Já quanto ao processo do leilão 5G, “a posição da NOS é pública e sobejamente conhecida“, referiu, apontando que “todo o processo está repleto de ilegalidades e não serve os interesses do país”.

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Questionado sobre a nova alteração das regras do leilão, anunciadas na semana passada pelo regulador, Miguel Almeida rematou: “Já o fizemos em sede própria”.

A licitação principal dura há mais de sete meses (arrancou em 14 de janeiro) e, atualmente, nos países da União Europeia, só Portugal e a Lituânia não têm ofertas comerciais de quinta geração (5G).

Desde o início de julho passou a haver 12 rondas, na sequência da alteração ao regulamento do leilão, aprovada pela Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), tendo em vista a aceleração do processo, sendo que a mudança de regras foi alvo da contestação dos operadores históricos.

Entretanto, em 12 de agosto, a Anacom anunciou o início do procedimento de uma nova alteração do regulamento, no sentido de inibir a utilização dos incrementos de valor mais baixo que os licitantes podem escolher, 1% e 3%, tendo por objetivo acelerar, mais uma vez, o ritmo do leilão.

A licitação principal inclui os operadores Altice Portugal (Meo), Nos, Vodafone Portugal, Nowo (Másmovil) e também a Dense Air, e visa a atribuição de direitos de utilização de frequências nas faixas dos 700 MHz, 900 MHz, 2,1 GHz, 2,6 GHz e 3,6 GHz, depois de uma primeira fase exclusiva para novos entrantes.

O processo tem sido bastante contestado pelas operadoras históricas, envolvendo processos judiciais, providências cautelares e queixas a Bruxelas, considerando que o regulamento tem medidas “ilegais” e “discriminatórias”, o que incentiva ao desinvestimento.