100 metros de profundidade e 20 quilómetros de distância da costa. São duas medidas que ajudam a enquadrar uma tecnologia que já deu provas, mas que está ainda a dar os primeiros passos para entrar no mercado. O Windfloat (cuja tradução literal é vento a flutuar) junta turbinas eólicas com plataformas de aço  que, apesar de estarem instaladas em águas com a profundidade de 100 metros, são flutuantes, não estão fixas no subsolo marítimo. A energia produzida por três aerogeradores com potência de 25 MW (megawatts) — cada um com 8,4 MW — é levada para um cabo submarino de 18 km que faz a ligação à rede de transporte elétrica gerida pela REN (Redes Energéticas Nacionais).

A costa do território continental português não permite tirar partido da tecnologia mais madura e acessível de offshore eólica fixa, que pode ser instalada sobre estacas em águas de menor profundidade e mais perto de terra. Daí o conceito o Windfloat, o primeiro parque eólico flutuante da Europa. É um projeto antigo (vem do tempo do Governo de José Sócrates e Manuel Pinho) que já teve a sua quota parte de dificuldades e contratempos. Durante anos testou-se um protótipo na Póvoa do Varzim, mas o arranque marcou passo, muito por causa das indefinições ao nível do financiamento e de quem pagava a ligação à rede de transporte.

Que projeto inovador juntou Mexia, Galamba e o novo ministro da transição energética

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