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O Mazda MX-30 é um eléctrico curioso, bem construído, com pormenores que dizem muito aos condutores portugueses – como a utilização de cortiça em diversas partes do habitáculo – e uma eficiência interessante. A reduzida autonomia, que efectivamente tem, não é um defeito, é sim uma consequência que provém do facto de estar equipado com um pack de baterias com uma capacidade de apenas 35,5 kWh de capacidade total.

Se na Europa, de acordo com o método WLTP, o MX-30 anuncia uma autonomia de 200 km, nos EUA, onde começa a ser introduzido agora, o sistema local EPA (mais exigente) atribui ao modelo japonês a capacidade de percorrer somente 160 km entre visitas ao posto de recarga. Valor reduzido que tem o condão de afastar alguns clientes.

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Para evitar perder clientes, os homens da Mazda na Califórnia – mercado mais sensível aos veículos eléctricos, que os japoneses decidiram atacar primeiro –, tornaram-se criativos. Além de todos os packs para personalizar e valorizar o SUV eléctrico, o MX-30 é proposto com um crédito de 500 dólares, que o comprador pode decidir se pretende utilizar para comprar energia num posto de carga público ou adquirir uma wallbox.

Mas, aparentemente, a Mazda deposita mais esperanças num outro argumento comercial, especificamente no MX-30 Elite Access Loaner Program. Mediante um determinado custo (não revelado nesta fase), esta solução permite que sempre que o cliente deseje realizar uma viagem mais extensa, possa pedir emprestado um outro modelo da Mazda durante um período máximo de 10 dias. Isto afastará o temor de ficar sem bateria junto de alguns clientes, tornando o SUV eléctrico mais interessante.

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