A Mazda voltou a surpreender o mercado com a introdução do seu segundo veículo eléctrico, pouco depois do primeiro, ao lançar na China o SUV EZ-60 pouco dias após a berlina eléctrica 6e (ou EZ-6 para o mercado chinês) ter começado a chegar aos mercados europeus, Portugal inclusive, modelo que iniciou a comercialização na China em Outubro de 2024. Face à semelhança das dimensões e à proximidade entre as denominações, tudo indica que estes dois modelos recorrem à mesma plataforma específica para modelos eléctricos, partilhando igualmente os elementos mecânicos, e continuando a ser desenhado pela Mazda, cujo estilo é bastante feliz.
O Mazda EZ-60 — que assumirá a denominação CX-6e na Europa, onde chegará a partir de 2026 — é anunciado como um modelo global, tendo começado por ser proposto na China. Terá também como destino a Europa e a América do Norte, mas certamente não com o preço pelo qual é vendido aos condutores chineses. Aí os valores arrancam nos 120.000 yuans, o que equivale a cerca de 14.400€, obviamente com as ajudas atribuídas pelo Estado. Quem fabrica o novo SUV eléctrico é a Changan Mazda, uma joint-venture entre a marca nipónica e um construtor chinês, pertença a 100% do Governo.
À semelhança do EZ-6, o EZ-60 é puramente eléctrico alimentado por baterias, mas pode igualmente oferecer versões com extensor de autonomia. Nesse caso, recorre a um pequeno motor a combustão que visa exclusivamente accionar um gerador para recarregar a bateria. O novo SUV eléctrico da Mazda exibe linhas agradáveis e granjeou boa receptividade entre os condutores chineses, que encomendaram 10.000 unidades nas primeiras 24 horas após a abertura das encomendas, sendo que a 16 de Maio já reunia 20.000 reservas, o que permitiu à marca reclamar para o EZ-60 o estatuto de recordista, por ser o eléctrico que mais rapidamente atingiu este nível.
O EZ-60 tem um comprimento total de 4,850 m e uma distância entre eixos de 2,902 m, em linha com o Mazda EZ-6. Monta baterias de LFP, as preferidas dos chineses, não com maior densidade energética, mas as mais seguras por não tenderem a arder em caso de avaria ou acidente. Há duas baterias disponíveis, uma muito pequena com apenas 31,73 kWh, que permite preços mais competitivos e que surge associada a um range extender 1.5 a gasolina, ao passo que a versão 100% eléctrica monta um acumulador com 77,94 kWh.