O ex-ministro da Defesa e Ordem Interna de São Tomé e Príncipe Óscar Sousa enviou esta sexta-feira uma mensagem de felicitações à Polícia Nacional são-tomense, a partir de Lisboa, onde se encontra internado após ter sido exonerado.
A mensagem de Óscar Sousa foi lida pelo comandante-geral da Polícia Nacional de São Tomé e Príncipe, Roldão Boa Morte, durante a cerimónia de comemoração dos 46 anos da instituição que esta sexta-feira se assinala.
“Felicidades à Polícia Nacional pelo dia 27 de agosto de 2021, que é extensivo à Vexa. comandante geral, oficiais superiores, oficiais, chefes, subchefes, agentes e trabalhadores civis”, referiu o antigo ministro da Defesa e Ordem Interna na sua mensagem.
“Longe sim, mas perto no coração e no meu pensamento”, afirmou Óscar Sousa, acrescentando que aproveitou o “momento de solidão” para enviar a curta mensagem à corporação policial são-tomense.
Óscar Sousa que chefiou por quatro vezes a pasta da Segurança Interna em vários Governos de São Tomé e Príncipe referiu ainda: “Parte da vida da Polícia Nacional, passou pelas nossas mãos, fruto de uma colaboração profícua e desinteressada para enfrentar a agruras da vida”.
Durante os festejos dos 46 anos da institucionalização da Polícia Nacional de São Tomé e Príncipe, o primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus, que assume interinamente as funções de ministro da Defesa e Ordem Interna, considerou que a ausência de Óscar Sousa deixa um pouco mais pobre a cerimónia.
Ministro da Defesa são-tomense exonerado está internado em Portugal
O coronel do Exército na reserva, Óscar Sousa, de 69 anos, foi exonerado do cargo de ministro da Defesa e Ordem Interna em 17 de agosto pelo Presidente são-tomense, Evaristo Carvalho, na sequência de um pedido do primeiro-ministro, que considerou que aquele revelara “alguma incapacidade para o exercício pleno das suas funções”.
Antes, o partido Ação Democrática Independente (ADI), na oposição são-tomense, havia acusado Óscar Sousa de ter ordenado a detenção do Presidente e do primeiro-ministro, protagonizando uma tentativa de golpe de Estado, e pediu a sua demissão.
Numa nota enviada à Lusa, em 20 de agosto, a família do ex-ministro da Defesa lamentou “amargamente” e repudiou “todas as informações falsas e vexatórias sobre a pessoa e o estado de saúde do senhor coronel Óscar Aguiar Sacramento e Sousa”.
A família revelou que o ex-ministro “se encontra adoentado desde o início do mês de agosto, tendo sido imposto o seu internamento para efeitos de cuidados necessários, por força apenas e só das recomendações dos profissionais médicos”.
A família de Óscar Sousa, que foi hospitalizado na capital portuguesa, condenou o “vergonhoso aproveitamento político que tem sido realizado de uma situação bastante dolorosa e triste”.