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Admitiu lutar pelo Daesh e disse ser "tratado como um cão" na prisão. Salah Abdeslam protagonizou 1.º dia de julgamento dos ataques de Paris

Este artigo tem mais de 1 ano

O primeiro dia do julgamento dos atentados terroristas de Paris teve Salah Abdeslam como protagonista. Arguido admite ter lutado pelo Daesh e disse ser "tratado como cão" na prisão.

Foi montado um forte dispositivo policial no Palácio de Justiça de Paris
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Foi montado um forte dispositivo policial no Palácio de Justiça de Paris

Anadolu Agency via Getty Images

Foi montado um forte dispositivo policial no Palácio de Justiça de Paris

Anadolu Agency via Getty Images

Considerado o “processo do século” em França, o mega julgamento dos atentados de Paris arrancou esta quarta-feira no Palácio de Justiça da capital francesa, propositadamente remodelado para a ocasião. As atenções estavam todas viradas para Salah Abdeslam, o único alegado terrorista suspeito de participar diretamente nos ataques de dia 13 de novembro de 2015 nos quais morreram 130 pessoas e mais de 350 ficaram feridas.

Contrariamente ao que se esperava, o belga de origem marroquina não se remeteu ao silêncio como fez em outros julgamentos. Tendo sido o primeiro a falar, Salah Abdeslam iniciou o discurso referindo que “não há nenhum Deus a não ser Alá e que Maomé é o seu servo e o seu mensageiro”. Revelou depois que “deixou a sua profissão” para ser um “combatente do Estado Islâmico” e assegurou que os pais “não tiveram nada a ver” com os ataques de 2015 — dos quais não confessou, no entanto, a autoria.

Salah Abdeslam era um dos 20 réus sentados em bancos dentro de uma caixa de vidro na sala de audiências dos Passos Perdidos. Lá também estava Farid Kharkhach, acusado de ter ajudado a organizar os atentados, e que se sentiu mal no decorrer da sessão. Por causa disso, no meio da tarde desta quarta-feira, o julgamento teve mesmo de ser suspenso.

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epa09442661 An interior view of the temporary courtroom prepared for trial over 2015 terrorist attacks at the courthouse in Paris, France, 02 September 2021. The trial over the 13 November 2015 terrorist attacks is due to start on 08 September 2021 and will last nine months. The attacks killed 130 people with hundreds injured which targeted the Bataclan concert hall, the Stade de France national sports stadium, and several restaurants and bars.  EPA/YOAN VALAT

Sala de audiências dos Passos Perdidos

YOAN VALAT/EPA

Depois de a sessão ser retomada, os advogados do réu justificaram a indisposição pelas condições precárias da prisão, argumentando que, por esse motivo, o seu cliente se sente “enfraquecido” e “deprimido”. E Salah Abdeslam saiu em defesa de Farid Kharkhach, alertando para os problemas da cadeia onde cumpre pena, dizendo mesmo que há seis anos que é “tratado como um cão”. “Nós somos homens, temos direitos”, frisou, acrescentando que tem aguentado as condições precárias da prisão porque sabe que “depois da morte ressuscitará”.

Julgamento começou atrasado

Com hora prevista para as 12h30 (11h30 em Lisboa), o mega julgamento começou atrasado cerca de 45 minutos. Para o Palácio de Justiça de Paris, confluíram cinco juízes, 330 advogados, algumas vítimas dos ataques, 140 jornalistas de vários meios de comunicação social e ainda os 20 arguidos, que chegaram ao tribunal sob forte escolta policial.

É um processo com uma dimensão “histórica” e “extraordinária”, reconheceu o juiz Jean-Louis Périès que presidiu a sessão, e que deverá demorar nove meses até estar concluído. Desde esta quarta até sexta-feira, o tribunal vai analisar cerca de 1.800 requerimentos cíveis das vítimas, admitindo ainda constituir mais assistentes no processo. Isto obrigou a que maior parte do primeiro dia do julgamento tenha sido dedicado à identificação por parte dos advogados das vítimas que representam.

Pelo meio, Maître Dan Hazan, advogado da associação francesa das vítimas de terrorismo, foi um dos poucos a conseguir falar e sinalizou ao juiz que nenhum dos seus clientes se dirigiu ao Palácio de Justiça. As vítimas preferiram assistir em casa por causa da “dureza dos factos” e “da sobreexposição mediática”.

1.700 testemunhas, 330 advogados e truques para reforçar a segurança. Os detalhes do julgamento dos ataques terroristas em Paris

Um controlo de segurança apertado

Todos aqueles que quiseram entrar no Palácio de Justiça tiveram de passar por um apertado controlo de segurança, que se estendeu à região da Île de la Cité. A prefeitura de polícia de Paris destacou em comunicado que “durante aproximadamente oito meses” será instalado um “dispositivo de segurança específico” para garantir “a segurança de um julgamento extraordinário”.

Para isso, será montado um perímetro de segurança nas imediações do Palácio de Justiça. O trânsito estará cortado e a circulação pedonal também está proibida nas imediações do tribunal — apenas pessoas com autorização poderão entrar, tendo antes obrigatoriamente de serem sujeitas a um controlo de segurança.

Em relação às audiências para ouvir as testemunhas, elas vão começar a 28 de setembro e cada parte terá meia hora para falar perante os juízes. O objetivo é que diariamente sejam ouvidas 14 pessoas por dia.

Jornalista belga entrevistou Salah Abdeslam sem saber que era o principal suspeito dos ataques terroristas de 2015 em Paris

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