O ministro das Finanças, João Leão, espera que a subida do ‘rating’ de Portugal pela Moody’s seja seguida por outras agências e assinala que o país vai pagar, em 2021, menos 3.000 milhões de euros em juros que em 2015.

“Contamos que este seja um primeiro sinal e que agora seja seguido por melhorias de ‘rating’ da República portuguesa nos próximos tempos”, disse João Leão à Lusa em reação à decisão da Moody’s de subir a notação do ‘rating’ de Portugal de Baa3 para Baa2.

Destacando que a subida do ‘rating’ de Portugal decidida esta sexta-feira pela Moody’s “é um sinal muito positivo da credibilidade do país”, João Leão sublinhou o facto de tal acontecer depois do “muito violento” e “muito significativo” impacto da pandemia na economia, considerando ainda “muito importante que o primeiro movimento pós-pandemia seja um movimento de melhoria do ‘rating'”.

“Esta melhoria do ‘rating’ ocorre passado um ano e meio depois do início da pandemia, uma fase que teve um forte impacto na economia portuguesa e que levou a um forte aumento da dívida publica, e por isso, neste contexto, esta primeira melhoria do ‘rating’ depois da pandemia tem um significado muito importante e é um sinal muito positivo”, destacou o ministro das Finanças.

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João Leão destacou também o reflexo que esta subida tem nas condições de financiamento exemplificando, neste contexto, que em 2021, Portugal vai suportar quase menos 3 mil milhões de euros em juros do que pagou em 2015.

A decisão, referiu, contribuiu para reforçar ainda mais a confiança dos investidores e a credibilidade externa de Portugal, com impacto direto nos custos de financiamento das famílias, das empresas e do Estado.

Moody’s melhora rating de Portugal para Baa2 e perspetiva estável

A notação de Baa2 agora decidida pela Moody’s corresponde à classificação mais elevada atribuída à dívida soberana portuguesa por esta agência de notação financeira desde 2011.

João Leão sublinhou ainda o facto de a decisão da Moody’s, conhecida esta sexta-feira, apresentar como fatores as perspetivas positivas para o crescimento da economia portuguesa, assente na utilização dos fundos do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) e em medidas “sustentáveis e responsáveis.

A Moody’s valida ainda a solidez das opções de política económica e orçamental do Governo nos últimos anos, que permitiu a Portugal enfrentar a crise pandémica com capacidade orçamental.