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Da última vez que AC Milan e Atlético Madrid se defrontaram para a Liga dos Campeões a coisa não correu bem aos milaneses, que foram eliminados nos oitavos de final da edição 2013/2014, precisamente a última em que os rossoneri participaram antes deste ano. Nesse jogo, da segunda mão da referida eliminatória, os colchoneros venceram por 4-1, eliminando uma equipa de Milão que já começava a mostrar o início da queda.

Esse jogo foi em 2014, o que significa que a última vitória do AC Milan para a Liga dos Campeões foi em 2013. Na primeira jornada da fase de grupos da liga milionária deste ano os italianos deram excelente réplica em Anfield, mas o Liverpool acabaria por vencer por 3-2.

Esta terça-feira, no outro encontro do grupo do FC Porto, que “empatou” o Atlético Madrid na primeira jornada, os madrilenos procuravam a primeira vitória este ano, mas do lado dos italianos a questão era mais grave. Para uma equipa que tem sete Ligas dos Campeões, não ganhar na competição há mais de oito anos não é uma boa notícia. Foi em Glasgow, frente ao Celtic (onde jogava um ainda muito jovem Virgil van Dijk), em novembro de 2013, numa vitória por 3-0. Nesse jogo, imagine-se, Kaká ainda marcou um golo, numa equipa que tinha Robinho ou Balotelli e era treinada por Massimiliano Allegri, atual treinador da Juventus.

Têm sido anos duros em Milão, mas até Diego Simeone, esta terça-feira treinador adversário, admitiu que o AC Milan, ainda sem Zlatan, é um “adversário forte”, de “boa dinâmica” e “uma equipa que cresceu muito nos últimos anos”. Simeone sabia que ia encontrar uma equipa com ganas de ganhar e foi mesmo o único português em campo, Rafael Leão, a colocar os italianos a ganhar aos 20′.

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Pouco depois, no entanto, o sentido do jogo ficou definido. Se já seria mais ou menos lógico que o Atlético ia partir para cima do adversário, o facto de Kessié, aos 30′, ter sido expulso por acumulação de amarelos, ainda acentuou mais o que seria o encontro. Era ele um dos médios mais influentes da equipa treinada por Stefano Pioli.

Em cima do intervalo João Félix saltou do banco para o lugar de Trippier. Simeone sabia que a situação não estava fácil.

Não estava e não esteve, com ambas as equipas a tentarem tudo, com objetivos diametralmente opostos, num encontro super disputado. Griezmann também saltou do banco por volta da hora de jogo para ajudar Suárez, João Félix e cia.. Foi precisamente o francês a estragar os planos do regressos aos triunfos dos milaneses na Champions e a fazer o empate aos 84′. Foi o primeiro golo do francês no regresso ao Atlético Madrid e o primeiro remate certeiro esta época, visto que nos três jogos ao serviço do Barcelona também não tinha golos. Apenas na seleção.

O Atlético pressionava, como só poderia ser, e o 1-2 acabaria mesmo por chegar, de grande penalidade, aos 90+7′. Num lance algo confuso na área milanesa, a bola foi à mão de Tomori e Cüneyt Çakır marcou grande penalidade. Suárez fez golo de penálti, o jogo acabou e os madrilenos ganharam. 

Simeone tinha avisado, sabia o que dizia e, com alguma estrelinha, ganhou o jogo. Estavam decorridos 90+9′ quando o treinador argentino, num momento que já é clássico, pediu apoio aos seus adeptos, como tantas vezes faz durante a época. E, como tantas vezes durante a sua carreira no Atleti, ganhou na raça, no querer, no não desistir. Resultou e resulta muitas vezes.

Três pontos muito, muito complicados para a equipa de João Félix.

Ainda não foi desta que o AC Milan voltou às vitórias na Champions League, mas regressar assim a San Siro? Há que ter esperança.