O presidente do PSD apresenta publicamente a sua recandidatura na sexta-feira ao final da tarde no Porto, cidade à qual já presidiu enquanto autarca, onde é militante e pela qual foi eleito deputado.

A apresentação estava inicialmente prevista para amanhã, quinta-feira, em Lisboa, como seria normal, mas foi entendido como mais oportuno, nas atuais circunstâncias políticas internas, fazê-lo na cidade do Porto”, justificou hoje a candidatura.

A escolha de Rui Rio pela apresentação no Porto acontece cerca de uma semana depois de dezassete autarcas e dirigentes do PSD do distrito declararem apoiar Paulo Rangel na corrida à liderança do partido, considerando ser o perfil certo para ganhar o país e romper com o “aparente conformismo” à atual governação.

Apoio do partido para vencer eleições? “Claro que tenho”, diz Rui Rio

Na sexta-feira, um comunicado da Distrital do Porto do PSD, assinado por 17 autarcas e dirigentes, entre os quais o seu presidente, Alberto Machado, elogiava a coragem e capacidade de liderança do eurodeputado Paulo Rangel, apontando as suas características pessoais e políticas como a “melhor garantia para agregar o PSD e ganhar o País”.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Nas diretas de 2020, no Porto (maior distrital do PSD em número de militantes com quotas em dia), Rui Rio conseguiu 64% dos votos contra Luís Montenegro na segunda volta.

A apresentação de Rui Rio está marcada para as 18h30, num hotel do Porto.

Esta quarta-feira, no final de uma audiência com o Comité Olímpico de Portugal, na sede nacional em Lisboa, Rui Rio já tinha admitido que a ideia inicial seria fazer a apresentação já na quinta-feira na capital.

“Mas, dormindo sobre o assunto, vou fazer um bocado diferente. Não vai ser amanhã em Lisboa, mas sexta noutro sítio por razões que explicarei”, disse então.

Rui Rio justificou esta quarta-feira a sua recandidatura pela “obrigação” de colocar o interesse do país e do partido à frente da sua vida pessoal, dizendo estar convicto que a maioria dos militantes “são homens e mulheres livres”. Na sua ponderação de fatores, o presidente do PSD chegou à conclusão que “não era facilmente entendível pelos portugueses e pelos militantes” que dissesse “chega”.

“A maioria não entenderia e, de certa forma, exige-me, com alguma razão que esteja disponível para esse lugar”, afirmou

Questionado sobre uma alegada vantagem do outro candidato já assumido, o eurodeputado Paulo Rangel, em termos de estruturas, Rio desvalorizou.

Quem vai decidir é o militante. Cada militante lá pensará e dirá gosto mais do A, gosto mais do B, gosto mais do C. Haverá alguns que não sabem e dirão ‘diz-me lá em quem votas’, mas a maioria são homens e mulheres livres que irão votar em função do que é melhor para o país e não em que os mandam”, afirmou.

O PSD vai realizar eleições diretas para escolher o presidente no dia 04 de dezembro e o 39.º Congresso decorrerá entre 14 e 16 de janeiro, em Lisboa, e até agora apresentaram-se como candidatos Rui Rio e Paulo Rangel.