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A líder parlamentar do PS admite que “haja receios” do PCP quanto ao futuro, mas avisa que “isso não pode toldar a capacidade de olhar para os resultados da política destes anos” de acordos à esquerda. Em entrevista ao semanário Expresso, Ana Catarina Mendes, admite que as divergências com BE e PCP “são intensas, mas não há um monte Evereste que nos divida”. E acrescenta mesmo: “São muito mais as coisas que nos aproximam”.

Na mesma linha do que tem dito o primeiro-ministro Ana Catarina Mendes avisa os parceiros que “dificilmente os eleitores do BE, do PCP e do PS compreenderão o fim de um caminho que deu resultados positivos ao país”.

Ana Catarina Mendes faz ainda críticas à possibilidade de o PSD eleger um líder como Paulo Rangel, dizendo que “é um bocadinho assustadora a imagem do regresso de uma direita conservadora, de uma direita radical, de uma agenda daqueles que ousaram ir mais longe do que a própria troika e que querem neste momento regressar.” Nesse mesmo ataque a um eventual PSD de Rangel, Ana Catarina Mendes volta a enviar recados aos parceiros sobre o que os pode esperar se chumbarem o Orçamento: “Eu não gostaria de ver o meu país recuar para cortes salariais, para aumento exponencial da pobreza, para desinvestimento nos serviços públicos, para privatização de sectores estratégicos…”

A líder parlamentar do PS diz ainda que “Rangel é um bocadinho de Passos e de passado. Veja-se, aliás: Cavaco Silva fez um artigo, sem dizer que era para apoiar Rangel, estando em evidência que era para apoiar Paulo Rangel. Sobre a direita, Ana Catarina Mendes diz conhecer bem “o seu passado para saber que a agenda mais radical e neoliberal estará aí.”

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