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Um coro com cerca de 30 elementos concentrou-se segunda-feira à noite frente à casa do Presidente da República nas Caldas da Rainha, numa “ação simbólica” para “pedir uma palavra” sobre “o que está a acontecer” no país.

Um dos momentos, captado em vídeos a circular nas redes sociais, mostra como os membros do Coro Social do Bairro adaptaram em canção uma declaração lida pelos manifestantes no Rossio, em Lisboa, dirigida diretamente a António José Seguro: “Mostra a cara/Abra a boca, Senhor Presidente/Quebra o silêncio que nos morre/Que nos mata/Mostra a cara/Sai de casa, vem ‘pras ruas/Nossas ruas, nossas praças/Acampadas”.

Segundo disse esta terça-feira à Lusa Francisca Venâncio, que integra o grupo foi um momento “um pouco espontâneo” em dia de ensaio e, “acima de tudo, uma ação simbólica”, que visou “chamar a atenção” para o problema da habitação, que não é só “um problema dos grandes centros”.

“Tal como outras pessoas, achamos necessário que haja uma palavra, uma opinião, pelo Presidente da República, tendo em conta o que estamos a ver a acontecer. O problema da habitação não é um problema só dos grandes centros. Aqui também”, disse.

Durante a “serenata”, noticiada com vídeo na página do Jornal das Caldas na rede social Facebook, cantaram-se músicas tradicionais e de intervenção, que fazem parte do “repertório habitual” do coro, entre as quais Eu vi este povo a lutar (Confederação), escrita e cantada por José Mário Branco.

O Coro Social do Bairro, das Caldas da Rainha, tem direção artística do maestro Tiago da Neta e inclui “pessoas de todas as idades, de estudantes a reformados”, disse Francisca Venâncio.

A ação decorreu sem incidentes. No local, o agente que estava à porta disse que “gostou muito”, segundo a mesma fonte.

Nos últimos dias, têm crescido os apelos públicos, incluindo da área socialista, para que o Presidente da República se pronuncie sobre as manifestações pelo direito à habitação e sobre as cargas policiais que foram exercidas sobre os manifestantes em Lisboa e no Porto.

António José Seguro visita esta terça-feira de manhã a Agência Europeia da Segurança Marítima e participa, ao final da tarde, no encerramento da sessão comemorativa dos 50 anos do Grupo Banco Europeu de Investimento, em Lisboa.

[Duarte Lima admite ter estado com Rosalina Ribeiro na noite em que a herdeira milionária desapareceu mas nega ter sido a última pessoa a vê-la com vida. Conta que, depois da reunião que tiveram, no Rio de Janeiro, levou a cliente até Maricá, para um encontro com uma mulher chamada Gisele. É uma versão que não bate certo com as primeiras provas recolhidas pelas autoridades brasileiras. Enquanto Duarte Lima se torna, para a polícia, o principal suspeito do homicídio, perde força a outra linha de investigação. Olímpia Feteira era inimiga assumida da antiga companheira do pai mas garante que nunca desejou a morte dela. E, ao contrário de Duarte Lima, disponibiliza-se para prestar todas as informações necessárias à polícia brasileira. Já pode ouvir o segundo episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]