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O desejo de perceber qual a posição que o novo Tesla Model S Plaid ocupa no ranking das superberlinas, tradicionalmente com potentes motores de combustão, chassi desportivo e substancialmente mais leves, é uma tendência em ambos os lados do Atlântico. Os europeus seguem com atenção os melhores tempos registados na selectiva pista do anel norte do Nürburgring, para os norte-americanos procederem de forma similar em alguns dos traçados do país.

O canal de YouTube Hagerty desafiou o piloto e jornalista Randy Pobst a comparar, em pista, o Model S Plaid com uma das mais reputadas superberlinas europeias, no caso o BMW M5 CS, a versão mais potente e leve do modelo, e a mais recente e exuberante superberlina americana, o Cadillac CT5-V Blackwing.

A potência favorece o Tesla, com os seus três motores eléctricos, uma vantagem quando se trata de acelerar à saída das curvas. Mas os seus dois adversários são mais contidos no peso, o que é uma vantagem a travar e a curvar, pelo que a dúvida persiste em torno de qual será o mais rápido numa volta cronometrada a um circuito.

Já se sabe que o Model S Plaid bateu o seu rival Porsche Taycan Turbo no Nürburgring em 12 segundos, mas aqui a batalha é distinta e não há igualdade de circunstâncias, uma vez que, ao contrário do Porsche, o M5 CS e o CT5-V Blackwing são mais leves e o seu motor não está limitado por uma função boost que só fornece potência máxima durante 2,5 segundos de cada vez e em condições específicas.

O actual ranking das voltas mais rápidas no circuito de Willow Springs, para berlinas desportivas

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Para abrir o apetite, apresentam-se em pista o BMW M5 CS, de 1900 kg, que extrai 635 cv do motor 4.4 V8 biturbo, o Cadillac CT5-V Blackwing, que retira 677 cv do 6.2 V8 alimentado por um compressor volumétrico, com um peso de 1870 kg e, por fim, o Tesla Model S Plaid, com dois motores atrás e um à frente. Fornecem 1020 cv, mas têm de arrastar um peso de 2162 kg.

O circuito escolhido para a batalha entre BMW, Cadillac e Tesla foi Willow Springs International Raceway, poucos quilómetros a norte de Los Angeles e a estratégia passou pelo piloto realizar a melhor volta possível com cada uma das três superberlinas. Os vídeos registados foram depois sobrepostos, para que se tornasse óbvio onde é que cada modelo perdia ou ganhava tempo aos seus rivais. Veja aqui quem foi o mais rápido e onde é que cada modelo tem os seus pontos fortes e… menos fortes: