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Ao fim de cinco épocas, voltou a acontecer: desde 2016/17, com Rui Vitória, que o Benfica não conseguia qualificar-se para os oitavos de final da Liga dos Campeões. Jorge Jesus repetiu o feito de 2011/21, quando também superou a fase de grupos com os encarnados, e cumpriu um dos desígnios que tinha delineado para a partida contra o Dínamo Kiev na Luz — afastar o Barcelona dos oitavos da principal competição europeia de clubes, algo que não acontecia há 18 temporadas consecutivas.

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Para além de esta ser a primeira vez na história em que Benfica e Sporting estão juntos nos oitavos de final da Liga dos Campeões, é também a primeira vez desde 2016/17 que Portugal tem duas equipas para lá da fase de grupos (sendo que, nesse ano, foram os encarnados e o FC Porto). A equipa de Jorge Jesus qualificou-se com oito pontos em seis jornadas, entre duas vitórias, dois empates e duas derrotas, marcou sete golos e sofreu nove, todos do Bayern Munique.

Na flash interview, o treinador encarnado defendeu que o Benfica fez “umas eliminatórias e uma fase de grupos espetaculares”, recordando ainda os confrontos com o Spartak Moscovo e o PSV antes da fase de grupos. “Jogámos 10 jogos, ganhámos cinco, empatámos três e perdemos dois. Com quem? Com o Bayern, para a equipa mais forte do mundo. Isso justificou o apuramento para os oitavos. E hoje penso que todo o mundo que está ligado à Liga dos Campeões vai perceber por que é que o Barcelona ficou de fora. Quem tirou o Barcelona foi o Benfica. Para o Benfica, em termos internacionais, isso é muito bom. É recuperar um pouco o estatuto, que é o que queríamos. Vamos estar nas melhores 16 equipas do mundo. Agora é esperar pelo sorteio. Vai sair-nos uma das mais fortes, de certeza, não tenho preferência mas sai-nos sempre o mais forte”, começou por dizer Jesus, acrescentando que não soube o resultado do jogo entre Bayern e Barcelona durante grande parte do encontro.

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“Sabia que se não ganhássemos não interessava o que se passava lá. É verdade que percebi pelos adeptos mas só no fim, quando o quarto árbitro mostrou os quatro minutos de descontos, é que perguntei ao João [de Deus, o adjunto] quanto estava. E ele nem disse o resultado, só disse: ‘Está bom para nós’. Não sabia o resultado mas calculei. Não perguntei a ninguém porque isto não é como começa, é como acaba. O futebol é assim. Estávamos dentro ao intervalo mas no final podíamos estar fora. Os jogadores merecem, depois de uma fase de grupos espetacular. Eles sabiam que o jogo era muito importante para o Benfica, para o treinador e para eles mesmos. O Benfica não ia aos oitavos há cinco ou seis anos. Mas não é só isso. É o percurso, com 10 jogos muito bons”, terminou o treinador.