Jerónimo de Sousa já foi operado, na manhã desta quinta-feira, a uma estenose carotídea. A cirurgia terá decorrido “com êxito”, “tendo sido concretizados os objetivos cirúrgicos”, adianta uma nota do gabinete de imprensa do PCP.
Terminada a cirurgia, o líder do PCP já acordou da anestesia e “iniciou o processo de vigilância clínica pós-operatória, como previsto para cirurgias desta natureza”, informa ainda o partido.
João Ferreira, que foi escolhido para substituir o secretário-geral do PCP nas ações de campanha em que não poderá estar presente disse que esperava que Jerónimo de Sousa esteja de volta à campanha “tão rapidamente quanto possível”. “O que esperamos é que dentro de poucos dias o secretário-geral esteja em condições de voltar a esta batalha com mais energia”, afirmou, em declarações aos jornalistas.
Apesar de reconhecer que Jerónimo de Sousa é “o rosto mais visível” do PCP, João Ferreira relembrou que “a CDU não é uma força de um homem só, nem de dois, nem de três” e que, portanto, não deverá ser afetada pela ausência do seu secretário-geral por alguns dias.
Jerónimo de Sousa foi operado à carótida interna esquerda no hospital Egas Moniz, em Lisboa, depois de nos seus exames de rotina ter sido detetado um estreitamento da artéria — a principal causa de acidentes vasculares cerebrais. No início da semana, agradeceu as mensagens de solidariedade dos adversários políticos e desejou que, com “arte e sorte” do cirurgião, pudesse voltar o mais rapidamente possível ao “combate”.
A cirurgia era de baixo risco, mas ainda assim significará um afastamento de Jerónimo de boa parte da campanha, pelo menos durante a primeira semana — na quarta-feira, o líder já foi substituído pelo líder da bancada parlamentar, João Oliveira, no debate com Rui Rio, como acontecerá com os restantes debates em que o PCP estiver presente.
Por outro lado, na volta ao país, será o vereador em Lisboa (e outro nome muito falado para uma futura sucessão) João Ferreira o responsável por liderar a campanha.