Algumas cadeias do mercado grossista já estão a limitar a venda de farinha e, também, pão ralado, para combater o açambarcamento destes produtos, avança o Jornal de Notícias. Depois do óleo alimentar, também nestes dois produtos as cadeias estão a limitar o número de unidades que podem ser compradas por dia e por empresa.

É o caso da Makro, segundo o Jornal de Notícias, está a limitar a venda de farinha a cinco unidades por cliente, por dia – tal como já estava a fazer com o óleo alimentar. A decisão foi tomada para “garantir a continuidade de fornecimento ao setor profissional”, diz fonte oficial do grupo.

Também no caso da cadeia Recheio, do grupo Jerónimo Martins, a venda da farinha e pão ralado estão a ser limitados. Fonte oficial indicou ao JN que está a limitar-se a venda de óleo a 75 litros por marca e a farinha a 25 quilos por marca diários por cada cliente.

Nuno Rocha, vice-presidente da Associação Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo. Qual é a consequência? Para já, é só uma: os clientes têm de ir às compras mais vezes, diz o mesmo responsável. Mas Daniel Serra, da Associação Nacional de Restaurantes Pro.var, diz que há negócios que acabam por ter de comprar os produtos aos preços do consumidor final, “o que é uma situação insustentável”.

Estas limitações são decididas apesar de não haver “alarme sobre a eventual rutura” de stocks, como garantiu Gonçalo Lobo Xavier, diretor-geral da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED). Apenas se quer repor “o bom senso e o equilíbrio”, já que se verificou que muitos clientes estavam a açambarcar os produtos como forma de se precaver contra a subida dos preços – a inflação superou os 5% em março, segundo o INE.

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