Botella Food & Wine
Rua do Padrão, 8 (Porto). Tel.: 91 053 9999. Domingo, segunda, quarta e quinta, das 12h às 22h; sexta e sábado, das 12h às 02
Para beber um copo de vinho com vista para o mar: uma sala de estar com sofás e almofadas, uma janela virada para o mar, uma garrafeira de perder de vista e alguns petiscos para partilhar, é isto que a nova morada da Foz do Douro tem para oferecer a quem a visitar. Chama-se Botella e é o mais recente wine bar da cidade, onde são privilegiados os pequenos produtores, maioritariamente nacionais, numa carta com 75 referências vinícolas, entre brancos, tintos, rosés e espumantes, mas também vinhos biológicos e naturais, todos disponíveis a copo ou em garrafa. Mas nem só de néctares vive este espaço, há opções gastronómicas como tábuas de queijos e enchidos, bacalhau fumado, carpaccios de carne ou polvo, tártaros, tacos, poke bowls e o “melhor bolo de chocolate do mundo”. O peixe fresco vem da Peixaria by Euskalduna, projeto do chef Vasco Coelho Santos, os fumados chegam da Carpier e o presunto é fornecido pela tradicional casa Castro y González, em comum os fornecedores têm o respeito pela natureza e a preferências por práticas mais sustentáveis. Pode contar ainda com aconselhamentos de confeção e sugestões de harmonização de quem sabe e uma programação regular de provas de vinhos com produtores convidados.
Uma garrafeira digna de retrato e petiscos para partilhar saltam à vista na nova morada da Foz do Porto
Festival Lua Cheia – Arte na Aldeia
Centro Cultural e Recreativo de Benagouro (Vila Real). Até domingo. Bilhetes: entre os 5€ e os 25€
Para ver teatro, cinema, fotografia e poesia numa aldeia: a terceira edição do Festival Lua Cheia – Arte na Aldeia, promovido pela companhia Peripécia Teatro, será marcada pela inauguração do novo espaço de criação da cooperativa cultural. Da programação constam cinco peças de teatro, duas sessões de cinema, um momento de poesia e uma exposição de fotografia, onde os operários, os atores amadores ou os dogmas da igreja são alguns dos temas abordados artisticamente. A aldeia de Benagouro abrirá também portas a criações de companhias nacionais como o Teatro O Bando, Teatro Regional da Serra de Montemuro, ESTE – Estação Teatral ou Chão de Oliva, onde o destaque vai para o espetáculo interativo “Futebol”, que se realiza no sábado, e que convida a plateia a viajar na história do desporto rei, das primeiras sociedades agrárias ao jogo moderno atual, e é chamada a votar em tempo real nos jogadores que vão ocupar as posições teatrais em cena.
Teatro, fotografia e poesia vão rechear os próximos dias em Vila Real numa programação para toda a família
“Os Dias do Vinho”
Jardim do Coreto/Mercado da Ribeira (Tavira). Sexta e sábado, das 18h às 00h; domingo, das 18h às 23h. Entrada: 8€ (com oferta de copo para degustação)
Para se tornar um expert em vinhos durante as férias: se no seu caso uma ida ao Algarve é quase obrigatória em plena época balnear, saiba que Tavira terá três dias dedicados aos curiosos por vinhos, artesanato e gastronomia portuguesa. No fim da praia, ao final da tarde, poderá encontrar mais de 40 postos com pequenos produtores vinícolas, representando todas as regiões do país, mas também doçaria regional, petiscos tipicamente portugueses e alguns artesãos. A ideia é que circule livremente pelo recinto ao entardecer e de copo na mão para que possa provar cada gota de vinhos brancos, tintos, rosés, espumantes e fortificados, tendo ainda a oportunidade de levar para casa os rótulos que mais gostar e poder continuar a brindar ao verão.
Se rumar até Tavira para uns dias de descanso, aproveite e alargue os seus conhecimentos vinícolas
Chás gelados n’A Padaria Portuguesa
Todas as 60 lojas da Padaria Portuguesa. Preço: 2,20€
Para baixar a temperatura num gole: há poucas coisas que saibam melhor num dia de calor do que uma bebida gelada. A pensar nos níveis de hidratação, a Padaria Portuguesa juntou-se à Companhia Portugueza do Chá para criar três bebidas que têm tanto de refrescantes como de saudáveis. São três chás biológicos, sem qualquer açúcar adicionado, que misturados com sumos de fruta dão origem a combinações como infusão de camomila com sumo de morango e melão, infusão de frutos vermelhos com sumo natural de laranja ou chá preto com limonada. Acompanhe a bebida com algum doce ou salgado disponível na montra e ganhe energias para o resto do fim de semana.
Prove um dos três chás gelados disponíveis em todas as lojas da Padaria Portuguesa
Festival MEO Marés Vivas
Rua do Cerro, 608 – Antigo Parque de Campismo da Madalena (Vila Nova de Gaia). Sexta a domingo. Bilhetes: de 45€ a 180€
Para cantar e dançar a um passo da praia: o festival MEO Marés Vivas está de regresso a Vila Nova de Gaia e desta vez com uma nova morada: o antigo Parque de Campismo da praia da Madalena. O espaço tem uma área cinco vezes superior em relação ao antigo local, permitindo uma lotação maior, mais proximidade com a praia e mais disponibilidade no que toca a estacionamento. A música vai acontecer em três palcos diferentes, sendo um exclusivamente dedicado ao humor e pela primeira vez o evento irá receber uma roda de samba com duas atuações diárias da Orquestra Bamba Social, num palco com disposição em 360 graus. Do cartaz fazem parte nomes internacionais, como Bryan Adams, Maluma, Anitta, Jessie J e James, e também alguns artistas nacionais, como Dino D’Santiago, Miguel Araújo ou Diogo Piçarra.
O MEO Marés Vivas regressa à cidade de Gaia para muita música, nacional e internacional, e até uma roda de samba
Bono
Calçada do Ferragial, 9 (Lisboa). Tel.: 93 714 1859. Quarta a segunda, das 19h às 00h
Para dar importância aos legumes da época: abriu há um ano para mostrar que a cozinha mediterrânica pode ser preparada no fogo sem nunca perder o sabor, utilizando técnicas clássicas no forno e na brasa. Para este verão o Bono renovou a sua carta, onde o chef brasileiro Robson Oliveira privilegiou os legumes e a fruta da época em vez das carnes. Nas entradas, as novidades centram-se na pasta de beringela servida com queijo feta e pão na brasa e no croquete de pernil de porco com pickles de abacaxi e aioli, já nos pratos principais as escolhas recaem na bochecha de porco cozida durante dez horas com molho de ostra, puré de cenoura e legumes grelhados na brasa ou na couve-flor fumada no forno Josper salteada com cogumelos e molho de laranja. Para finalizar há um tiramisù guloso servido com gelado de chocolate e café e para regar a refeição perca-se na lista de cocktails, onde saltam à vista criações como Brasil Mule, Bono Milk Punch ou Honey Lisbon.
Couve-flor fumada no forno Josper salteada com cogumelos e molho de laranja é um dos pratos onde os legumes da época são reis
Cantinho das Aromáticas
Rua do Meiral, Canidelo (Vila Nova de Gaia). Tel.: 22 77 10 301. Até 31 de agosto, de segunda a sexta, das 9h às 17h; sábado, das 9h30 às 17h. Reservas: geral@cantinhodasaromaticas.pt
Para entrar no maravilhoso mundo da agricultura biológica: o Cantinho das Aromáticas é um projeto sediado em Vila Nova de Gaia de agricultura biológica urbana que nasceu há precisamente 20 anos pelas mãos de Luís Alves. A marca cresceu e hoje conta com uma coleção com mais 150 espécies de plantas aromáticas, medicinais e condimentares, comercializando também infusões, tisanas e condimentos, como mel, azeite, kombuchas, sumos, mas também cosmética artesanal e óleos essenciais. Para comemorar o aniversário redondo, o projeto organiza até ao final do mês de agosto visitas guiadas e completamente gratuitas aos seus espaços de produção, campos de cultivo, estufas e zonas de secagem, onde no fim poderá fazer uma prova de infusões ou passar pela loja e levar para casa plantas em vaso ou vários produtos a granel. As visitas podem ser feitas em português, inglês, espanhol ou francês, em grupos de no mínimo oito pessoas, o percurso tem a duração de 1h30 e as reservas de vem ser feitas com 48 horas de antecedência.
O Cantinho das Aromáticas faz 20 anos e celebra a data redonda com visitas gratuitas para toda a família até agosto
MöTAO
Marina de Vilamoura (Quarteira). Tel.: 96 964 9749. Segunda a domingo, das 19h às 04h
Para rumar a sul e ficar com os olhos em bico: depois de se estrear no ano passado, o MöTAO volta a abrir portas em plena Marina de Vilamoura para levar os clientes numa viagem gastronómica pela Ásia, embalados com música ao vivo enquanto o pôr-do-sol se vê no horizonte. O espaço nasce pelas mãos do Grupo Fullest e tem 150 lugares sentados, num cenário tropical-urbano que se divide entre a zona lounge com finger food e a zona de restaurante. Este ano o projeto tem como novidade um barco à disposição para quem quiser jantar enquanto passeia pelo mar. A carta assenta na street food do Japão, China, Coreia, e outros pratos da Indonésia, Filipinas ou Tailândia. Pão bao de gamba, sopa tom yum de carabineiro, pad thai de camarão tigre, caril verde, tomahawk maturado ou picanha de wagyu são alguns pratos principais, que deverão ser finalizados com pannacotta de pandan, uma espécie de baunilha asiática com um travo a coco, ou ainda um foundant de caramelo com malagueta, folha de arroz e sorbet de manga.
A Tom Yum de carabineiro com wontons de camarão e galinha é uma das estrelas da nova carta deste poiso algarvio
Rota Artística Esporo
Casal Soeiro (Ansião), Miradouro das Fragas de São Simão (Figueiró dos Vinhos) e Ribeira de Vale d’Água (Proença-a-Nova). Inaugurações de sexta a domingo. Entrada livre
Para descobrir o território à boleia da arte: o Esporo é um projeto de disseminação cultural e artística promovido por três municípios da região centro que até outubro conta com mais de uma dezena de artistas portugueses e internacionais que desenvolveram intervenções/instalações, em diversos formatos e acompanhados por concertos, em alguns locais destes territórios onde a natureza prevalece. Esta sexta-feira inaugura em Ansião a peça “Capela”, da artista polaca NeSpoon, conhecida pelo seu trabalho em renda, no sábado é a vez de, em Figueiró dos Vinhos, intervenção artística de João Louro ser presentada ao público, já no domingo, em Proença-a-Nova, o estúdio de arquitetos espanhóis Sawu mostra “Coroa”, uma instalação privilegia a relação com a efemeridade e a ativação da memória.
“Capela” é a obra da artista polaca NeSpoon, conhecida pelo seu trabalho em renda
“75 dias: Ucrânia”
Antiga Lota de Portimão (Algarve). Até 16 de outubro, entre as 17h e as 23h
Para refrescar a memória numa exposição: o fotojornalista do Observador, João Porfírio, inaugura este sábado, pelas 18h, na zona ribeirinha de Portimão, a sua terra natal, uma exposição com 26 fotografias que mostram os dias em que esteve em reportagem em território ucraniano, em cidades como Kiev, Bucha, Irpin, Borodianka, Hostomel, Kharkiv, Mikolaiv, Odessa, Lviv e Zaporizhzhya. Cada imagem será acompanhada por legendas em português, inglês e ucraniano possuindo um código QR associado que fará ligação direta às reportagens originais. No interior do espaço poderão ser vistos vários objetos que trouxe do país, entre os quais uniformes de militares russos, objetos pessoais de soldados russos e ucranianos, material bélico destruído ou insígnias, tendo também presente uma instalação imersiva que simula um bunker, local onde os ucranianos se refugiam para se protegerem dos bombardeamentos russos. Em complemento, as janelas da antiga Lota ficarão tapadas com sacos de areia, à semelhança do que acontece com os principais edifícios ucranianos, como forma de proteção e durante o tempo em que a mostra estiver aberta ao público haverá um som ambiente de música orquestral, interrompido regularmente pelo som das sirenes de um eventual ataque aéreo, numa playlist que conta com a curadoria do maestro Martim Sousa Tavares, fundador da Orquestra Sem Fronteiras, que também estará presente na inauguração com cinco dos seus músicos.
O fotojornalista do Observador João Porfírio mostra em 26 imagens 75 dias de reportagem em território ucraniano durante a invasão russa
IDB Rooftop
Praça José Queirós, 1 (Lisboa). Quinta-feira, das 12h às 21h; sexta e sábado, das 12h às 22h e domingo das 12h às 20h
Para ver a cidade numa nova perspetiva: há um novo terraço panorâmico para conhecer este verão, fica no topo do edifício IDB Lisbon – Innovation & Design Building Lisbon, antigo edifício Entreposto, e promete juntar até novembro em 3.000 m2 restauração, atividades desportivas e uma oferta cultural regular, dinamizando a zona mais oriental da cidade. Um dos destaques maiores é a zona de restauração, cuja carta é assinada pelo chef brasileiro Dedé, onde o menu é composto por opções leves, versáteis e para partilhar, sendo que aos domingos está disponível uma carta de brunch. Há rampas e obstáculos para os amantes de skates e uma pista para quem gosta de correr, assim como um mural criado pela artista e ilustradora portuguesa Kruella D’Enfer, intitulado Transitory Beings, com referências ao mar e à terra. O IDB Rooftop contará ainda, na sua programação cultural, com o contributo do Letreiro Galeria, que irá inaugurar na sexta-feira a sua instalação “Estabelecimentos – Exposição de Letreiros Comerciais, século XX”, a primeira a ser realizada num espaço exterior.
Petiscos, música, murais artísticos, rampas para skate e uma pista para correr. Eis no novo rooftop da cidade
Chefs on Fire
Jardim do Rio, Almada. 15 a 17 de julho. 12h às 17h e das 18h às 23h.
Para participar num festim gastronómico à beira-rio. Em 2022, o Chefs on Fire regressa mais cedo. Às portas do Tejo e com vista para Lisboa, de 15 a 17 de julho, vai ocupar o Jardim do Rio, em Almada, local onde se vai estrear o seu “spin off”: o festim gastronómico que há quatro anos desafia vários chefs a criarem um menu que faz do fogo o seu principal instrumento (somando-lhe a música), adquire também um cariz nómada e surge em diferentes localizações. Com dois turnos à escolha (12h às 17h e das 18h às 23h), a 4.ª edição arranca com três dias, seis refeições, seis chefs e seis músicos. A 15 de julho, Manuel Liebaut e Ronald Sim, ambos do restaurante Fogo, estarão aos comandos, ao som de Budda Power Blues (ao almoço) e de Filipe Karlsson (ao jantar). No sábado, 16 de julho, os menus serão de Marlene Vieira, do Marlene, e André Cruz, do Feitoria, acompanhados pela música de Cassete Pirata (ao almoço) e Frankie Chavez (ao jantar). A fechar o primeiro pop-up, a 17 de julho, os chefs Shay Ola, do Queimado, e Anaís Almeida, do Kittchenette, tomam conta do Chefs on Fire, acompanhados Tiago Nacarato (ao almoço) e por Benjamim (ao jantar). Os bilhetes para o almoço de sexta-feira e para o jantar de sábado já estão esgotados, mas ainda é possível comprar para os restantes dias, através do site do Chefs on Fire. O preço de cada refeição é de 30€, valor que inclui quatro doses de comida (uma de carne, uma de peixe, um veggie e sobremesa) e um concerto. As bebidas são pagas à parte.
O Chefs on Fire estreia na 4.ª edição os eventos pop up que levam vários chefs e nomes da música portuguesa a diferentes localizações
Mâide
Rua Joaquim Ereira, loja B (Cascais). Tel.: 21 092 7605. Terça a domingo, das 10h às 22h
Para comer a qualquer hora do dia: nasceu no ano passado com um conceito all day food e aproveita a chegada da estação quente para renovar a sua oferta gastronómica em duas dezenas novidades que tem mesmo que experimentar. Há tzaziki com palitos de cenoura, quatro novas panquecas doces, com doce de leite, granola caseira ou lascas de coco e flor de sal, duas novas burratas, novos tacos de salmão, camarão, ceviche ou guacamole, suculentos hambúrgueres no pão com foie gras e florentine e ainda sobremesas frescas e gulosas que saltam à vista como mousses, gelados ou brownies. A inspiração oriental e o toque exótico com pratos inspirados na América do Sul também continuam presentes na carta, com pokes havaianos, especialidades peruanas ou o famoso pad thai.
O taco de salmão e lima é uma das novidades deste restaurante aberto o dia todo
“Last Folio – The Future Is Memory”
Rua das Flores, 15 (Porto). Segunda a domingo, das 10h às 18h. Bilhetes: 5 euros
Para não esquecer a história em tempos de guerra: o fotógrafo YuriDojc e a cineasta Katya Krausova iniciaram em 2009 um trabalho conjunto em busca de testemunhas sobreviventes de uma cultura judaica quase extinta, um trabalho que culmina agora numa exposição que inaugura esta sexta-feira no Porto, depois de já ter passado por cidades como Nova Iorque ou Berlim. Começaram a pesquisa na Biblioteca de Manuscritos de Cambridge, passaram depois por uma pequena cidade eslovaca, na fronteira entre a Polónia e a Ucrânia, onde captaram numa escola judaica abandonada imagens de despojos, encontrando pessoas e histórias nunca antes contadas e memórias dolorosas da II Guerra Mundial. As imagens de documentos e objetos apresentam-se em diferentes dimensões e podem vistas até 20 de novembro no Museu e Igreja da Misericórdia do Porto.
Uma exposição que é também um convite a conhecer melhor a comunidade judaica e a refletir sobre o tempo presente
“Nunca mais é sábado” é uma rubrica que reúne as melhores sugestões para aproveitar o fim de semana.