A primeira-ministra da Suécia, Magdalena Andersson, vai apresentar esta quinta-feira a sua demissão depois de ter perdido as eleições legislativas. A primeira mulher a exercer o cargo abandona depois dos resultados apontarem uma maioria para os partidos de direita.
É uma pequena maioria, mas é uma maioria, então vou pedir a demissão de primeira-ministra e das minhas responsabilidades”, disse Andersson, numa conferência de imprensa, frisando que “é importante que a Suécia tenha governo o mais brevemente possível dada a guerra nas proximidades, a crise económica e a gravidade da situação. Além disso, enfrentamos um inverno de guerra, a presidência sueca da União Europeia e a adesão à NATO”, finalizou.
Esta vitória, que aconteceu depois dos Democratas receberem um forte apoio, promete causar impactos na política sueca e na reputação do país. Este partido é anti-imigração, afirmando-se como o segundo maior da Suécia e o maior da direita, escreve o Washington Post.
De acordo com a Reuters, a coligação do centro-direita — composta pelos Democratas, o Partido Moderado, os Democratas Cristãos e os Liberais — venceu o centro-esquerda — de Magdalena Andersson — depois de alcançarem 176 deputados, contra 173. No entanto, o resultado ainda não foi confirmado oficialmente, o que deverá acontecer até ao final desta semana.
O processo eleitoral passa agora para as mãos do presidente do Parlamento sueco e a constituição de governo poderá demorar semanas.