Depois das denúncias de abuso sexual que envolvem Ximenes Belo, a Província Portuguesa dos Salesianos esclareceu, num comunicado enviado esta quinta-feira, que “não teve conhecimento do que foi noticiado” e que, “a pedido dos seus superiores hierárquicos, recebeu-o como hóspede durante os últimos anos”, em Portugal.

Desde que se encontra em Portugal, não tem tido quaisquer cargos ou responsabilidades educativas ou pastorais ao serviço da nossa congregação”, escreveu a Província Portuguesa dos Salesianos em comunicado.

Ximenes Belo saiu de Timor em 2002, depois de renunciar ao cargo. O pedido foi aceite pelo Papa em 24 horas e o vencedor do Prémio Nobel da Paz viajou até Portugal. Nessa altura, em janeiro de 2003, alojar-se-ia num mosteiro salesiano na zona de Aveiro. “O pedido de hospitalidade foi por nós aceite com toda a naturalidade, por se tratar de uma pessoa conhecida e estimada por todos.”

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Hierarquia da Igreja em Portugal soube do caso de Ximenes Belo há pelo menos 12 anos, antes da visita de Bento XVI

Para já, a Província Portuguesa dos Salesianos remete mais esclarecimentos “para quem tem essa competência e conhecimento”.

Também esta quinta-feira, o Presidente da República timorense disse não querer comentar o caso. “Vi as declarações da Santa Sé, através da Nunciatura, à Lusa, e para já ficamos à espera dos próximos passos, dos próximos desenvolvimentos, por parte da entidade legitima, com credibilidade, que depois nos pode orientar sobre como gerir esta situação”, disse José Ramos-Horta, à Lusa.

Ramos-Horta diz que prefere esperar informação da Santa Sé sobre Ximenes Belo