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Dmitry Peskov, o porta-voz do Kremlin, comentou esta segunda-feira à imprensa as declarações do líder checheno Ramzan Kadyrov, um dos aliados de Putin. Em declarações citadas pelo jornal britânico Guardian, Peskov tentou pôr alguma água na fervura.

Kadyrov disse recentemente que Moscovo deveria ponderar a hipótese de usar uma arma nuclear de pequenas dimensões na Ucrânia. “Na minha opinião, devem ser adotadas medidas mais drásticas, incluindo a declaração de lei marcial nas regiões fronteiriças e o uso de armas nucleares de pequenas dimensões”, disse Kadyrov no Telegram. As declarações foram feitas após a Rússia confirmar que perdeu a região de Lyman para as forças ucranianas.

Questionado pelos jornalistas sobre as declarações de Kadyrov e as tais “soluções mais drásticas”, Peskov diz que o aliado de Putin “tem o direito de expressar a sua opinião”. Mas também apelou a uma abordagem mais comedida e equilibrada.

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“Este é um momento muito emocional. Os líderes das regiões têm o direito de expressar o seu ponto de vista. Mas, mesmo nos momentos mais difíceis, as emoções devem ser mantidas fora de qualquer análise. Por isso preferimos ficar-nos por avaliações equilibradas e objetivas”, afirmou Peskov, citado pelo Guardian.

O porta-voz do Kremlin lembrou que a base para o uso de qualquer armamento nuclear foi definida pela doutrina nuclear da Rússia — pelo que é permitido o uso de armas nucleares ou qualquer arma de destruição massiva contra a Rússia ou caso o Estado russo enfrente uma ameaça existencial.

A constante menção às armas nucleares da Rússia continua a ser um ponto de tensão neste conflito em território europeu. Este domingo, foi notícia a movimentação do submarino nuclear russo – a “arma do apocalipse”. A NATO já avisou todos os seus membros de que o submarino nuclear K-329 Belgorod, que carrega o poderoso míssil nuclear “Poseidon”, que pode disparar um projétil por uma distância de 10 mil quilómetros debaixo de água, está em movimento.

De acordo com o jornal italiano La Repubblica, a aliança atlântica teme que o submarino possa estar a preparar-se para testar este violento torpedo, quando emergiu no Mar Ártico, depois de terem alegado que poderia estar envolvido na sabotagem dos gasodutos Nord Stream.

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