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A guerra continuava, as preocupações estavam todas lá, mas o arranque da Liga ucraniana acabou por ser o bálsamo possível para o Shakhtar, uma equipa que há muito estava privada de atuar no moderno estádio que albergou encontros do Campeonato da Europa de 2012 mas que acabou por ficar afetado com o início da guerra no Donbass em 2014. Enquanto a infraestrutura ia sendo atingida, a formação de Donetsk tinha de ir saltando de recinto em recinto, passando por Lviv, Kharkiv e Kiev desde o início da invasão russa. A nível europeu, a mudança foi feita mesmo para outro país, com os jogos caseiros da Champions a serem disputados na cidade polaca de Varsóvia, tal como o Dínamo Kiev fizera nas rondas de qualificação.
Stadion gotowy na wtorkowy mecz @FCShakhtar ???? @realmadrid ????
???? @mat_kostrzewa pic.twitter.com/64xnsI2oAa
— Legia Warszawa (@LegiaWarszawa) October 10, 2022
A guerra continuava, as preocupações estavam todas lá, mas o arranque da Liga dos Campeões com uma goleada na Alemanha frente ao RB Leipzig acabou por ser o bálsamo possível para o Shakhtar, uma equipa que acabou por simbolizar a união do povo ucraniano como contava uma reportagem do The Athletic, que encontrou famílias que eram adeptas do Dínamo Kiev, que em condições normais queriam sempre que o conjunto de Donetsk mas que desde o início da guerra começaram a ver em cada vitória de um qualquer representante do país um símbolo de esperança, tal como acontecera antes com o próprio Dínamo.
A guerra continua, as preocupações estão todas lá e agora nem mesmo a receção ao campeão europeu Real Madrid consegue funcionar como bálsamo para a situação que a Ucrânia vive, sendo que o próprio plantel mudou muito com a pandemia e a guerra e passou a ter apenas um brasileiro (antes havia quase uma legião, agora sobra Lucas Taylor), dois africanos (Olarenwaju Kayode e Lassina Traoré, que decidiram ficar na equipa mesmo no atual contexto) e um croata (Djurasek) além de jogadores nacionais. Também por isso, tudo o que se passa no país onde têm raízes e família ganha um redobrado impacto e a série de bombardeamentos da Rússia esta segunda-feira em Kiev ou Lviv mexeu e muito com o plantel.
???????? Unconquerable Ukrainian spirit. No one can defeat us! ????????????
People in the Kyiv metro sing Ukrainian songs during terrorist missile attacks of Russia.#Ukraine pic.twitter.com/6SqzED7c75
— FC SHAKHTAR ENGLISH (@FCShakhtar_eng) October 10, 2022
“As caras esta manhã ao pequeno-almoço estavam muito sérias, parecia quase um funeral”, contou uma fonte do clube ao jornal As, que já se encontra também em Varsóvia para o encontro desta terça-feira com o campeão espanhol. De certa forma, a situação acabou por ser quase inesperada, tendo em conta que há pouco mais de uma semana, quando deixaram Kiev (o encontro na Liga com o Lviv foi adiado), o cenário era tranquilo e de uma quase normalidade possível. “O ambiente agora está muito mais sério do que é costume, vamos ver como afeta a equipa”, admitiu a mesma fonte, que explicava também que desde o jogo em Madrid na semana passada que a equipa está concentrada no Hotel Regent, na Polónia, o que faz com que ninguém tenha estado com familiares e amigos a não ser através de chamadas.
???? Entire Ukraine has been under terrorist missile attack since the morning of October 10.
It is very difficult to think about the UCL match vs Real Madrid when our country is in danger.
???????? Hold on, Ukraine! ????????#Ukraine pic.twitter.com/zPpQtJdakn
— FC SHAKHTAR ENGLISH (@FCShakhtar_eng) October 10, 2022
???? Terrorist attack on Zaporizhzhia this night
Following to the attack by the Russian occupiers, 12 people are currently known to have died as a result of the enemy attack, another 49 people have been taken to hospital, including six children.#RussiaIsATerroristState pic.twitter.com/QpYh8QjRij
— FC SHAKHTAR ENGLISH (@FCShakhtar_eng) October 9, 2022
De recordar que o Shakhtar, atual segundo classificado do grupo e com possibilidades em aberto de chegar à Liga dos Campeões com toda a importância desportiva, social e económica que a façanha teria, é uma das equipas ucranianas mais ativas durante o período de guerra. Como recorda o As, dois jogadores do plantel, Andrei Totovytskyi e Oleg Ocheretko, visitaram recentemente um hospital infantil feito em Varsóvia para crianças ucranianas, enquanto a Fundação do clube apoia não só famílias que ficaram sem nada e crianças que querem continuar a jogar ao abrigo do programa “Come On, Let’s Play!”. Antes, a digressão “Shakhtar Global Tour” pela Europa conseguiu 1,2 milhões para ajudar no combate, com 22 toneladas de comida, colchões, almofadas e capacetes para a linha da frente. Rinat Akhmetov, dono do Shakhtar, já doou também mais de 95 milhões de euros a título pessoal para causas humanitárias.
???????? Valeriy Bondar met with Ukrainian refugees in Warsaw ????????
Watch how it went down: https://t.co/hLfJvEQfkG.#Shakhtar pic.twitter.com/5Cxl5YeU3w
— FC SHAKHTAR ENGLISH (@FCShakhtar_eng) October 9, 2022