O casal que desapareceu com um bebé recém-nascido, no Reino Unido, no início de janeiro, foi detido pelas autoridades.  A aristocrata britânica Constance Marten, de 35 anos, e o companheiro norte-americano de 48 anos, Mark Gordon, foram presos em Brighton, no condado de Sussex, depois de terem sido localizados por um cidadão local na noite de segunda-feira. O bebé do casal, contudo, não foi localizado. Na terça-feira, mais de 200 polícias tentavam encontrar o recém-nascido.

O detetive Lewis Basford, citado pela CNN, explicou em conferência de imprensa que tanto Constance Marten como Mark Gordon se recusaram a colaborar com as autoridades. O casal está acusado de negligência parental.

A baixa temperatura que afeta o Reino Unido é um fator de risco para a sobrevivência do recém-nascido, afirmou ainda Lewis Bradford, mantendo no entanto esperança em encontrar a criança com vida.

O risco está claramente a aumentar, e isto pode não terminar da maneira que gostaríamos, mas temos de manter-nos esperançosos”, explicou o detetive.

Embora as autoridades não descartem a possibilidade de o bebé ter sido entregue a uma terceira pessoa, esta não é, segundo o detetive, a hipótese mais provável. O local onde o casal foi detido fica perto de uma área de campo aberto e ambos aparentavam estar a deslocar-se para essa área, conta a BBC.

A 5 de janeiro, Constance Marten e Mark Gordon foram identificados como os ocupantes de um carro que se incendiou numa autoestrada perto de Bolton, em Inglaterra. As autoridades iniciaram à data uma investigação por duas pessoas desaparecidas. Nos dias que se seguiram ao desaparecimento da dupla, várias pessoas relataram às autoridades ter avistado o casal, que percorreu cidades como  Londres e Liverpool ou os condados de Essex e Sussex.

Segundo a Sky News, Constance Maren pertence a uma família aristocrata com laços com a família real —  a sua avó foi próxima da Princesa Margarida e o pai foi pajem da Rainha Isabel II. As autoridades acreditam que terá vivido de um modo isolado com Mark Gordon, um predador sexual que cumpriu 20 anos de prisão nos Estados Unidos da América, e que o bebé do casal terá nascido dias antes do incêndio de 5 de janeiro, sem que tenha sido levado a uma unidade de saúde para vigilância.

Estão a colocar o vosso bebé em risco ao não aceitarem tratamento médico, pelo que é realmente importante que procurem um obstetra, um médico ou outro profissional de saúde o mais rápido possível“, afirmou na semana passada Shereen Nimmo, diretora de obstetrícia do Fundo de Saúde Barts.

Os bebés precisam de um ambiente quente e seguro e a todas as novas mães é dada informação sobre como dormir em segurança para com seus bebés, para prevenir a Síndrome da Morte Súbita Infantil”, explicou, segundo relata o The Guardian.

No final do mês de janeiro, as autoridades ofereciam 10 mil libras, o equivalente a 11.246 euros, a quem oferecesse informação sobre o paradeiro do casal. Desde terça-feira, além dos agentes da polícia, estão a ser utilizados cães, drones, câmaras com imagem térmica e um helicóptero, na tentativa de encontrar o bebé de dois meses.