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O Ministério da Defesa russo acusou a Ucrânia de ter lançado um ataque com drones marítimos a uma base naval perto do porto russo de Novorossiysk, no Mar Negro, um dos mais importantes portos para as exportações russas na região.
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À Reuters, fonte não identificada dos serviços secretos ucranianos confirmou a autoria do ataque e desemntiu o Ministério da Defesa russo, que disse que os drones foram todos destruídos. Nas redes sociais, o conselheiro do Presidente ucraniano, Mykhailo Podolyak, defendeu a utilização de drones na guerra na Ucrânia, sustentando que pode acabar com a presença da frota russa no Mar Negro e assegurar “liberdade e segurança” para o comércio internacional.
Zelensky: encontro na Arábia Saudita é mais um passo rumo a “cimeira de paz global”
Eis um resumo dos outros acontecimentos que marcam o 527.º dia da invasão:
O que aconteceu durante a noite?
- A um dia do começo da cimeira de paz da Arábia Saudita, Volodymyr Zelensky expressou a sua esperança de que o encontro, que deverá reunir vários representantes de dezenas de nações, possa ser um primeiro passo para uma cimeira de paz global que ponha fim à guerra. “Muitos países serão representados, países diferentes, incluindo os do sul global” afirmou Zelensky na sua habitual mensagem noturna, que agradeceu à Arábia Saudita por se receber o encontro (para o qual a Rússia não foi convidada).
- Depois de relatos que davam conta de um possível novo ataque à ponte da Crimeia, o conselheiro do governador pró-russo da região anexada veio dizer que as autoridades não deram conta de nenhuma explosão nos arredores da estrutura, mas confirmou que a ponte se encontra interdita devido a um alerta de ataque. No Telegram, Oleg Kryuchkov referiu que o trânsito foi cortado pelas autoridades ao final do dia, mas negou que esta tenha sido atacada, dizendo apenas que as autoridades locais estão em alerta.
- A soprano russa Anna Netrebko, outrora uma das maiores estrelas da Metropolitan Opera, processou hoje a companhia e o respetivo diretor-geral, Peter Gelb, alegando difamação e quebra de contrato, exigindo uma indemnização de 360 mil dólares (327 mil euros). Em causa, segundo a queixa apresentada no Tribunal Distrital de Manhattan, em Nova Iorque, estão também outras violações relacionadas com a decisão de a Met Opera a abandonar na sequência da invasão russa da Ucrânia, a 24 de fevereiro de 2022.
- A vice-ministra da Defesa da Ucrânia, Hanna Maliar, revelou que o Exército ucraniano conseguiu furar nalguns locais as linhas de defesa russas durante a contraofensiva no sul do país. Em declarações à televisão estatal ucraniana, Hanna Maliar disse que as forças ucranianas estão concentradas na contraofensiva no sul do país, enquanto os russos estão focados na operação a este, refere o The Kyiv Independent.
- Navalny, que já se encontra a cumprir pena ao abrigo de uma série de outros alegados crimes, afirmou que “o número de anos não interessa”, uma vez que, enquanto “preso político”, diz saber que está a cumprir “uma pena de prisão perpétua” que só terminará de dois modos: a morte de Navalny ou “o fim da vida do regime” russo. O opositor do Kremlin acrescentou que a pena de 19 anos, conhecida esta sexta-feira, não era para si, mas para a população russa — “aqueles que estão a ser intimidados e expropriados da vontade de resistir” e a abrir mão do próprio país para os “ladrões” que o tomaram de assalto. Por fim, Navalny termina com um apelo à população russa: “Não percam a vontade de resistir”.
- O Reino Unido exigiu a libertação de Alexei Navalny. James Cleverly, ministro dos Negócios Estrangeiros, condenou a sentença e afirmou que “este abuso mostra o desrespeito total da Rússia pelos mais básicos direitos humanos”, terminando com um apelo à libertação de Navalny.
Quem também reagiu à sentença de 19 anos de Alexei Navalny emitida pela justiça russa foi a ministra dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Annalena Baerbock. Na sua conta pessoal do X (antigo Twitter), a governante classificou como uma “injustiça flagrante” a sentença de 19 anos a Alexei Navalny.
O que se passou durante a tarde?
- O líder da oposição russa, Alexey Navalny, foi hoje condenado a 19 anos de prisão por extremismo, avançam as agências estatais russas;
- O exército da Ucrânia repeliu ataques russos em Avdiivka e Marinka, no sul de Bakhmut, na região de Donetsk;
- Após uma inspeção esta quinta-feira, a Agência Internacional de Energia Atómica declarou que “não observou qualquer mina ou explosivo” nos tetos da central nuclear de Zaporijia, na Ucrânia;
- A Ucrânia recuperou os corpos de 44 soldados mortos durante a invasão russa do país e que estavam nos territórios ocupados pela Rússia, declarou o comissário ucraniano para as Pessoas Desaparecidas, Oleg Kotenko;
- Sergei Shoigu visitou uma frente do exército russo em combate no leste a Ucrânia, em Lyman, e agradeceu aos “comandantes e soldados o sucesso das operações ofensivas”;
- A Lituânia recusou renovar a autorização de residência no país a mais de mil russos e bielorrussos por considerar que constituem uma ameaça para a segurança nacional, anunciou hoje o governo lituano;
- Ao mesmo tempo, na Letónia, entre cinco e seis mil residentes russos vão receber no próximo mês uma notificação oficial a informá-los de que terão de deixar o país.
- A Fundação Anticorrupção de Alexei Navalny emitiu um comunicado em reação à acusação do opositor ao Presidente russo, Vladimir Putin. “Esta terrível sentença é uma tentativa de intimidar todos os apoiantes do Alexei”, lê-se no comunicado citado pela Sky News.
- A reunião da Arábia Saudita para discutir a paz na Ucrânia vai contar com uma delegação chinesa, confirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China. De acordo com a Bloomberg, Li Hui, representante especial dos assuntos euro-asiáticos, estará na cidade de Jeddah, no encontro que ocorre este fim de semana. O objetivo da presença é tentar transmitir a mensagem de que Pequim quer desempenhar um papel na “crise ucraniana”.
“Papa Francisco tem sido coerente no discurso sobre a guerra”
O que se passou durante a manhã?
- A Human Rights Watch denunciou um ataque russo com bombas de fragmentação que matou nove civis e fez 12 feridos, a 8 de julho, num bairro residencial da cidade ucraniana de Lyman;
- A Rússia duplicou o seu limite de gastos com a Defesa para 2023 para um valor equivalente a 91,4 milhões de euros;
- A Rússia não acredita que os EUA irão, como disse ontem o secretário de Estado, Antony Blinken, salvaguardar as suas exportações de alimentos se Moscovo voltar atrás na decisão de suspender o acordo de cereais;
- Os serviços de informação ucranianos alegam que a Rússia está a planear um “falso” ataque a uma refinaria na Bielorrússia com o objetivo de fazer com que o país participe na guerra;
- A Polónia deteve um cidadão bielorrusso por suspeitas de espionagem, anunciou o Ministro do Interior, Mariusz Kaminski;
- Uma bandeira portuguesa que se encontrava hasteada numa das principais entradas da cidade de Elvas, no distrito de Portalegre, foi retirada, por desconhecidos, e substituída por uma da federação russa, revelou hoje o presidente da câmara municipal.