As forças armadas israelitas levaram, esta terça-feira, alguns jornalistas estrangeiros ao kibbutz de Kfar Aza, a cinco quilómetros da Faixa de Gaza, para denunciar um massacre por parte do Hamas, durante o qual dizem ter morrido pelo menos 200 pessoas (até agora apenas uma estimativa), 40 dos quais bebés — Telavive diz que alguns foram mesmo decapitados.

O major-general israelita Itai Veruv relatou, citado pela Reuters, um cenário em que se “vê bebés, mães e pais nos seus quartos, nos seus abrigos” mortos. “Isto não é uma guerra, isto não é um campo de batalha”, lamentou o responsável militar, definindo o sucedido como um “massacre” e uma “ação terrorista”.

“É algo que nunca vi na minha vida. É algo que costumávamos imaginar que os nossos avós e avôs vivenciaram na Europa e outras localidades”, afirmou Itai Veruv, aludindo ao Holocausto. Além de civis israelitas, também havia soldados do Hamas mortos na comunidade de Kfar Aza.

Segundo o jornal i24, cerca de 70 soldados, muitos deles membros do Hamas, invadiram a comunidade no sábado munidos com facas, armas e também granadas no passado sábado. Como Kfar Aza fica muito perto da Faixa de Gaza, as autoridades israelitas não tiveram tempo para proteger a população.

No kibbutz, uma espécie de comunidade israelita, o rasto de destruição era visível: viam-se corpos de civis e de soldados no chão de Kfar Aza, tendo como pano de fundo casas e carros queimados. Estima-se que um terço da população (200 de 765 habitantes) tenham. morrido na sequência do ataque. Mas o que está a chamar mais atenção foi mesmo a morte de bebés.

A embaixada de Israel em França acusou os “bárbaros dos Hamas” de “massacrarem 40 bebés durante os ataques dee 7 de outubro”. Na sua conta pessoal do X (antigo Twitter), o órgão diplomático referiu que o país vai “honrar cada uma das vítimas destes ataques terroristas islamistas atrozes”. “Faremos de tudo para que estes terrorista paguem um preço alto.”

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