Siga aqui o nosso liveblog sobre o guerra na Ucrânia.
Os preparativos da mãe do desertor Maksim Kuzminov para o visitar em Espanha terão denunciado o piloto russo que foi assassinado a 19 deste mês, noticiou a imprensa espanhola, enquanto na Rússia se sucederam acusações de traição.
O El Mundo referiu que as autoridades espanholas conheciam desde o primeiro dia o paradeiro do piloto, que no Verão de 2023 desviou um helicóptero Mi-8 das Forças Armadas russas para a Ucrânia.
Na aeronave sequestrada voavam também os aviadores Nikita Kirianov, de 28 anos, e Khushbakht Tursunov, de 35, que se recusaram a participar no plano de Kuzminov, desde o momento em que lhes foi anunciado. Segundo o comandante da esquadrilha, ambos foram baleados pelas forças ucranianas quando tentavam fugir para a fronteira, mas na imprensa russa surgem outras versões dos acontecimentos.
Na agência Ria-Novósti, a jornalista Victoria Nikóforova indicou que “Kuzminov disse que os dois camaradas que o acompanhavam fugiram e foram baleados por ucranianos”, mas alegou que “há todos os motivos para acreditar que foi o próprio desertor que eliminou os seus camaradas, ainda na cabine do aparelho”.
“Os prisioneiros de guerra, para mais pilotos graduados, são muito valiosos”, argumentou. “Durante um mês inteiro, Kuzminov foi um herói na Ucrânia. Organizaram-lhe uma conferência de imprensa, prometeram-lhe meio milhão de dólares, fizeram um filme sobre ele, instalaram-no com a mãe, que tinha viajado antecipadamente da Rússia para a Ucrânia, e muniram-no de documentos falsos”, acusou.