Adoções monoparentais por homens têm vindo a crescer de forma sustentada nos últimos cinco anos, revela o Jornal de Notícias. Segundo dados oficiais da Segurança Social, os homens já representam um terço das adoções monoparentais, sendo certo que esse peso quase que triplicou entre 2016 e 2022: subiu de cerca de 13% para 31%.
Nesse período, um universo constituído por 318 pessoas iniciaram um processo de adoção monoparental, sendo que 74 homens tomaram essa decisão sozinhos.
Ao contrário das mulheres, que têm tido várias variações negativas, o número de candidatos teve um crescimento sustentado. Ou seja, apesar das candidaturas femininas ainda serem a maioria — houve 31 candidatas contra 14 candidatos em 2022 —, os homens têm tido uma subida consistente e o número de candidatos só desceu em 2019 face ao ano anterior.
De acordo com as regras do Conselho Nacional de Adoção (CNA), as candidaturas de casais ou de famílias monoparentais estão em lista de espera em igualdade de circunstâncias. Ou seja, não há qualquer vantagem para os casais.
Segundos dados de 2022, o CNA analisou 52 candidaturas individuas que resultaram em 45 processos de adoção.