Acusado de homicídio em segundo grau no estado de Nova Iorque, os apoiantes de Luigi Mangione estão a doar dezenas de milhares de euros para um fundo de defesa estabelecido para apoiar as despesas legais do jovem de 26 anos. Divididos por várias plataformas de angariações de fundos, o fundo de defesa do alegado assassino de Brian Thompson supera os 50 mil euros.
O “Comité Legal de 4 de dezembro”, criado por 15 voluntários no site GiveSendGo, já tinha ultrapassado os 55 mil euros na noite desta quinta-feira. O nome deste grupo remete para a data do homicídio do CEO da UnitedHealthcare e uma parte significativa dos donativos feitas menciona o “sacrifício” de Mangione. Outros doadores declaram-no um “herói nacional“.
Apesar de se ter declarado como “não culpado” dos cinco crimes de que é acusado, os apoiantes do jovem de 26 anos agradecem a sua atitude proativa no combate aos problemas do sistema de saúde dos Estados Unidos da América. “Eu não perdoo homicídios, mas ao mesmo tempo, estes CEO’s tomam decisões de vida ou morte todos os dias com dinheiro nos olhos”, escreve uma das pessoas que contribuiu com 20 dólares (19,10 euros) para o fundo, de forma anónima.
Ao mesmo tempo, há quem encontre paralelismos entre o regime nazi na Alemanha e o sistema de saúde norte-americana, apelando ao “Congresso e ao Senado que tomem medidas para travar o Holocausto que a indústria da Saúde está a fazer aos americanos”.
Entre as milhares de mensagens que acompanham as quantias monetárias, há até quem equacione repetir o crime alegadamente praticado por Luigi Mangione, afirmando que “se os políticos eleitos não fazem nada”, então terão de ser os cidadãos a “fazê-lo, custe o que custar”.
Quem é Luigi Mangione, acusado de homicídio na morte de Brian Thompson, CEO da UnitedHealthCare?
Enquanto que a plataforma GiveSendGo afirma que a campanha obedece aos seus termos e condições, outras optaram por interromper estes fundos de apoio ao suspeito de homicídio. Para além de donativos, há quem tenha começado a produzir merchandise sobre Mangione, incluindo T-shirts, malas e bonés com as frases “Free Luigi” (Libertem Luigi, em inglês) e o “Negar, Defender, Depor” que estava impresso nos invólucros das balas que mataram Brian Thompson.