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Proteção Civil registou 746 ocorrências até às 11h30 devido ao mau tempo

Este artigo tem mais de 1 ano

Quedas de árvores e andaimes, deslizamentos de terras e inundações foram a maioria das 746 ocorrências registadas devido à tempestade Hermínia. Precipitação deverá continuar esta segunda-feira.

epa08630687 A damaged car is seen along Kaola Street in Belgrave, Melbourne, Victoria, Australia, 28 August 2020. Fallen trees from wild winds have killed three people in Victoria overnight, including a 4-year-old boy.  EPA/JAMES ROSS AUSTRALIA AND NEW ZEALAND OUT
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▲A ANEPC elevou o nível de alerta devido ao mau tempo nas regiões centro e norte do país causado pelos efeitos da depressão Herminia

JAMES ROSS/EPA

▲A ANEPC elevou o nível de alerta devido ao mau tempo nas regiões centro e norte do país causado pelos efeitos da depressão Herminia

JAMES ROSS/EPA

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou entre as 15h00 de domingo e às 11h30 desta segunda-feira 746 ocorrências devido à chuva e ao vento fortes, a maioria quedas de árvores, mas sem causarem vítimas.

Estas ocorrências exigiram a intervenção de “2653 operacionais, apoiados por mil 98 meios terrestres”, de acordo com o comandante da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), José Rodrigues, que avançou estas informações ao Observador.

“Desde as 15 horas do dia 26 [domingo] até às 11h30 do dia 27 [segunda-feira], o total de ocorrências são 746, com o empenhamento de 2653 operacionais, apoiados por mil 98 meios terrestres”.

A mesma fonte referiu ainda que as sub-regiões mais afetadas foram as do litoral, com destaque para Área Metropolitana do Porto, onde se registaram 107 ocorrências das 746.

No entanto, ao longo desta segunda-feira, “ainda vamos ter fenómenos de precipitação, queda de neve, mas depois haverá um ligeiro desagravamento das condições”, de acordo com José Rodrigues, que cita “informações da APA cruzada com as do IMPA”, durante um Briefing Nacional, às 10h30.

Por seu turno, o oficial de operações da Proteção Civil, Paulo Santos, adiantou que a maioria das ocorrências foram quedas de árvores, deslizamentos de terras, inundações, quedas de estruturas (andaimes e painéis publicitários) e limpezas de via. Nas redes sociais, foram partilhadas várias imagens sobre a destruição provocada pelo mau tempo, nas últimas horas, em todo o país.

“A região mais afetada foi o litoral centro norte com destaque para os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro e Viseu. No que respeita a bacias hidrográficas apelámos à especial atenção para as do Douro, Vouga e Mondego, Águeda e Coimbra. Alertamos a população que ali reside para os cuidados habituais em caso de submersão de vias“, referiu.

Paulo Santos explicou ao Observador que estas bacias hidrográficas “estão sob atenção da Agência Portuguesa do Ambiente” e que  “é natural que possa haver algumas inundações nas áreas ribeirinhas”.

8h. Mau tempo. Proteção Civil regista 64 ocorrências durante a madrugada

Na EN 329, um troço ficou destruído, na zona de Torouca, depois de ter sofrido um deslizamento de terra provocado pela força das águas, na manhã desta segunda-feira. O presidente da Câmara de Moimenta da Beira explicou à RTP que o objetivo agora “é encontrar a melhor solução técnica para colmatar a situação, logo que possível”.

9h. Depressão Hermínia. Estrada desaba no distrito de Viseu

Paulo Santos adiantou ainda que a situação das estradas cortadas vai sendo gerida pelos serviços de proteção civil municipais.

Proteção Civil regista 265 ocorrências

“Não consigo concretizar quanto a vias obstruídas uma vez que os serviços locais de proteção civil vão lidando com a situação. Quando há uma queda de árvore, a via fica cortada para a sua remoção e depois é reaberta. É uma contabilidade que não está apurada ao minuto”, disse.

Paulo Santos destacou também uma situação no domingo em Cinfães, no distrito de Viseu, com a queda de uma árvore, que atingiu vários carros, sem causar vítimas.

“Tivemos outra situação em Moimenta da Beira com uma cratera que abriu no pavimento de uma estrada nacional, também sem causar vítimas”, indicou.

A ANEPC elevou o nível de alerta devido ao mau tempo nas regiões centro e norte do país causado pelos efeitos da depressão Herminia, com previsões de chuva persistente, rajadas de vento até 110 quilómetros por hora, agitação marítima e queda de neve.

Portugal continental mantém-se com avisos devido à chuva, vento e agitação marítima

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou em aviso vermelho (o mais elevado de uma escala de quatro) os distritos do Porto, Setúbal, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga a partir das 12h00 desta segunda-feira e até às 9h00 de terça-feira por causa da agitação marítima, prevendo-se ondas de noroeste com 7 a 8 metros de altura, podendo atingir 14 metros.

O IPMA emitiu também aviso amarelo para os distritos de Santarém, Lisboa e Portalegre até às 9h00 devido à chuva, por vezes forte, podendo ser acompanhada de trovoada.

Também por causa da chuva, Évora e Beja estão sob aviso amarelo até às 12h00 desta segunda-feira e Faro e Setúbal até às 15h00.

O Instituto emitiu também aviso amarelo por causa do vento forte para os distritos de Santarém, Lisboa e Portalegre até às 18h00 desta segunda-feira, para Évora até às 12h00 desta segunda-feira, Bragança, Viseu, Guarda, Vila Real, Castelo Branco, Aveiro e Coimbra até às 21h00 desta segunda-feira e para Porto, Faro, Setúbal, Viana do Castelo, Leiria, Beja e Braga até às 9h00 de terça-feira.

Os distritos de Bragança, Viseu, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Braga e Castelo Branco também estão sob aviso amarelo entre as 18h00 desta segunda-feira e as 12h00 de terça-feira devido à queda de neve acima dos 700 metros.

O aviso vermelho é emitido pelo IPMA nos casos de situação meteorológica de risco extremo. Já o aviso laranja indica uma situação meteorológica de risco moderado a elevado e o amarelo risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

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